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Em audiência pública, comunidade diz não a aeroporto em Ratones, em Florianópolis




O salão paroquial da Igreja Nossa Senhora dos Remédios, em Ratones, ficou pequeno para a audiência pública que discutiu o projeto do condomínio aeronáutico da empresa Costa Esmeralda na comunidade, na noite desta quinta-feira (4). Faixas e cartazes com dizeres como “#Não Aeroporto Ratones” já davam pistas sobre qual seria o posicionamento da comunidade, que ao fim da audiência manifestou ser contrária ao empreendimento.

Chamada pela Câmara de Florianópolis, a audiência contou com a participação de representantes do município, ICMBio, lideranças comunitárias e vereadores. Um representante da empresa, Carlos Stegmann, acompanhou a reunião, mas se limitou a informar que “não tem como responder aos questionamentos da comunidade antes da conclusão dos estudos ambientais”.

Os vereadores também assumiram compromisso de apurar o ato do secretário que teria emitido a viabilidade para o projeto em 2016, contrariando parecer técnico do Ipuf que impedia a construção de aeroparque na área consultada.

Com dúvidas sobre o processo de licenciamento e possível implantação do projeto, moradores se revezaram no microfone e fizeram questionamentos às autoridades e ao representante da Costa Esmeralda. A principal dúvida levantada foi sobre uma possível modificação de zoneamento da área na revisão do Plano Diretor, que deve ocorrer nos próximos meses, e cobraram posicionamento dos vereadores presentes.

Nilda Oliveira, presidente do Conselho Comunitário de Ratones, questionou que o empresário não enviou representante capaz de responder aos questionamentos da comunidade.

Flávio de Mori, da Associação de Moradores de Ratones, entregou abaixo-assinado com 1.574 assinaturas de moradores do bairro contra o empreendimento, que custará R$ 56 milhões e com previsão de R$ 300 milhões de retorno ao investidor. “Esse projeto é ilegal, o zoneamento não permite. Também queremos que a Câmara investigue a liberação de viabilidade para o empreendimento”, afirmou de Mori.

Vereadores se posicionam

Afrânio Boppré (PSOL), Pedrão (PP), Dalmo Menseses (PSD), Vanderlei Farias (PDT), Dinho (PMDB), Maikon Costa (PSDB), Renato Geske (PSOL), Marquito (PSOL), Lino Peres (PT) e Marcelo da Intendência (PP) também se comprometeram a emitir documento público se posicionando contrários ao projeto e a possíveis emendas que tentem modificar o zoneamento do local na aprovação do novo Plano Diretor.

Presidente do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano), Ildo Rosa afirmou que os estudos para o novo Plano Diretor são de fato participativos e afirmou que as propostas de emendas precisarão ser responsáveis para não ocasionar nova judicialização. “Este plano que está em vigor sofreu 600 emendas na Câmara que o desfiguraram. Não vamos permitir que isso aconteça com o novo plano”, disse Ido Rosa.

Leia na íntegra em Notícias do Dia Florianópolis, 05/05/2017.



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