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Trânsito de Florianópolis passa por mudanças, mas melhorias só chegarão com obras estruturantes

Um dos principais problemas para quem vive ou passa por Florianópolis é o trânsito. Seja para entrar ou sair da Ilha, trafegar pelo Centro ou acessar os bairros de Norte a Sul, não é fácil se deslocar pela Capital, especialmente no início e fim do dia. Com um sistema viário clamando por mudanças, a população de Florianópolis deseja obras estruturantes que mudem a cara da mobilidade nas ruas da cidade.

Essas obras, contudo, são complexas e muitas ainda estão em fase de planejamento. Nos últimos 30 dias, algumas mudanças para dar maior fluidez ao trânsito foram executadas, como a alteração de sentidos em ruas da Agronômica e do Centro. Alterações pontuais como essas, entretanto, ainda não trazem as melhorias tão desejadas por quem transita por Florianópolis. “As mudanças pontuais que fizemos não resolverão o problema do trânsito como um todo. Isso acontecerá com as obras estruturantes, como a duplicação da Edu Vieira, a criação do anel viário Volta ao Morro, a construção da marginal da Beira Mar-Norte”, explica Rafael Hanne, secretário de Obras da Capital.

Para tentar agilizar as grandes obras, a Prefeitura de Florianópolis montou um grupo de trabalho envolvendo equipes das secretarias de Mobilidade Urbana, Obras e Segurança e Gestão de Trânsito e do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis). A intenção do grupo, cujos participantes têm cada um a sua atribuição, é avaliar, a partir de estudos, os impactos que as mudanças terão na vida de motoristas e pedestres.

A Secretaria de Mobilidade Urbana, por exemplo, é responsável por cuidar exclusivamente do transporte público, o que inclui os corredores exclusivos para ônibus. “O Ipuf e a Mobilidade estão mais com a parte de planejamento, enquanto as secretarias de Segurança e Obras serão responsáveis pela operação e execução dos projetos. Os estudos são importantes para não errarmos depois”, afirma o secretário de Mobilidade, Vinícius Cofferri.

Como motorista de ônibus, Eziel Nascimento, 41 anos, sente na pele o que considera o grande problema do trânsito: a falta de pistas exclusivas para ônibus, cuja implantação começou em janeiro com o corte de árvores e desobstrução da passagem na altura da Casa da Agronômica, na Beira-Mar Norte. Para Nascimento, um dos principais gargalos do trânsito florianopolitano é o trecho da Beira-Mar Norte que passa ao lado do CIC (Centro Integrado de Cultura). “Ali é, junto à entrada e saída da Ilha, um dos pontos mais complicados para quem dirige ônibus”, opina.

Mudanças implantadas na Agronômica dividem motoristas

Ciente da necessidade de melhorias no sistema viário municipal, a prefeitura preparou um pacote de mudanças que ocorreram nos últimos 30 dias. Primeiro, em 11 de abril, a avenida Trompowsky passou a ter sentido único em direção à rua Bocaiúva. Na mesma região, a rua Luiz Delfino teve o sentido invertido e os motoristas passaram a acessá-la pela rua Alves de Brito e não mais pela Trompowsky. De acordo com o secretário de Segurança e Gestão de Trânsito, Raffael de Bona, as duas alterações foram planejadas para desafogar o trânsito em direção à rua Bocaiúva e nos cruzamentos da Trompowsky.

No dia 9 de maio foi a vez de o trânsito da Agronômica sofrer alterações. As ruas Carlos Correa, São João Batista e Antônio Carlos Ferreira tiveram os sentidos invertidos para tentar melhorar o tráfego na região. O técnico bancário Rafael Balbinotti, 33 anos, aprovou as mudanças. “Ficou bem melhor transitar pela Antônio Carlos Ferreira com ela em mão única. Para a gente que trabalha por aqui, melhorou bastante”, diz.

Com as alterações, a rua Carlos Correa virou mão única no sentido rua Delminda da Silveira; a Antônio Carlos Ferreira passou a ser mão única no sentido rua Paschoal Apóstolo Pitsica (marginal da Beira-Mar Norte); e parte da rua São João Batista também virou mão única no sentido Antônio Carlos Ferreira. O analista de sistemas Leonardo Alves da Silva, 31, reclama de que a sinalização nos trechos alterados não ficou boa. Segundo ele, muitos motoristas têm se atrapalhado na hora de acessar a marginal da Beira-Mar Norte. “Também acho que a Guarda Municipal deveria manter um agente na esquina da marginal para orientar os motoristas”, indica.

Questionado se as mudanças foram positivas, Bona disse que é preciso um prazo de 60 dias para avaliar corretamente o que deu certo e o que deu errado. “As pessoas precisam primeiro se acostumar com as mudanças, se adaptar a elas. Só assim conseguiremos ter uma ideia exata do que deu certo e do que não deu”, afirma.

Obras estruturantes, a solução de muitos dos problemas

Três obras interligadas são a aposta do poder público para o que pode ser a principal melhoria já realizada no trânsito de Florianópolis: a construção do anel viário Volta ao Morro, a criação de corredores exclusivos de ônibus e a duplicação da rua Deputado Antônio Edu Vieira, que podem ser a solução para os inúmeros gargalos de mobilidade da cidade. “Praticamente tudo se transformou em gargalo. Nos fins de tarde, tudo para, o Pantanal, a Carvoeira, a Beira-Mar Norte na altura do CIC, o acesso à avenida Madre Benvenuta, enfim, a situação chegou num ponto crítico. Mas o grupo gestor do trânsito está trabalhando para solucionar esses problemas”, afirma o secretário Raffael de Bona.

A construção do anel viário na área central, que contará com corredor exclusivo para ônibus, começou no final de janeiro. Na primeira etapa, que tem previsão de duração de três anos, serão implantadas duas faixas para ônibus na Beira-Mar Norte. Nos dois sentidos, a faixa exclusiva será quase na totalidade na pista do lado direito. Além do Centro, o anel viário passará pelos bairros Pantanal, Saco dos Limões, José Mendes e Prainha. Na última etapa será implantado corredor exclusivo ligando os terminais do Rio Tavares e Canasvieiras ao Ticen.

Para a conclusão da obra, porém, será necessária a duplicação da Edu Vieira, no Pantanal. De acordo com o secretário de Obras Rafael Hanne, o trabalho, orçado em cerca de R$ 20 milhões, aguarda a aprovação de financiamento do projeto junto à Caixa Econômica Federal – a obra será feita com recursos do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento).

Em seguida, acrescenta Hanne, será elaborado o edital de licitação e somente após essa fase a prefeitura começará a negociar com os proprietários dos cerca de 60 imóveis que precisam ser desapropriados ao longo da via. Ou seja, a obra ainda não tem data para sair do papel. “A estratégia é começar a negociar quando as obras estiverem prestes a começar, assim não criamos desgaste com a comunidade”, diz.

“Muitas promessas e poucas realizações”, diz fundador do Monatran

Fundador do Monatran (Movimento Nacional de Educação no Trânsito), Roberto Bentes mora em Florianópolis e conhece bem a situação do trânsito na cidade. Sobre as obras pontuais realizadas pela prefeitura, ele diz estar de acordo com esse tipo de iniciativa. “Toda tentativa para melhorar algo que está ruim é válida, no trânsito principalmente. Também não será em algumas semanas que essas mudanças poderão ser avaliadas por inteiro. Tem que esperar um tempo para maturar a mudança”, observa.

Em relação às demais obras, em especial as estruturantes, Bentes afirma que são intervenções “extremamente necessárias”, sob pena de parar Florianópolis de vez. Apesar de ponderar que a Capital é uma cidade limitada geograficamente, ele diz que é preciso mais determinação do poder público para tirar as obras do papel. “São obras que se fala em fazer há anos, e novamente estamos aqui falando delas. Enfim, são muitas promessas e poucas realizações. É justamente isso que precisa mudar”, conclui.

 

GARGALOS

Principais problemas do trânsito florianopolitano

Avenida Edu Vieira, Pantanal

Rua Capitão Romualdo de Barros, Carvoeira

Avenida Beira-Mar Norte, próximo ao CIC

BR-282, a Via Expressa, acesso à Ilha de Santa Catarina

Via Expressa Sul, saída da Ilha

Avenida Beira-Mar Norte, acesso à avenida Madre Benvenutta

ALTERAÇÕES FUTURAS

Rua Luiz Delfino passa a ser mão única e fica proibido o estacionamento nos dois lados da via

Rua Victor Konder vira mão única desde a Rua Alves de Brito sentido avenida Mauro Ramos. Rua Victor Konder mão única desde a Alves de Brito sentido rua Almirante Alvin

Cruzamento rua Bocaiúva com Abílio de Oliveira, será recuado o semáforo até a Clínica Lâmina permitindo fazer mão inglesa

Rua Almirante Alvin terá mão única sentido praça Getúlio Vargas

Largo Benjamin Constant terá mão única sentido rua Victor Konder para rua Almirante Alvin

Praça Getúlio Vargas com Dom Joaquim terá mão única sentido praça Getúlio Vargas para avenida Trompowsky

Fonte: Secretaria de Segurança e Gestão de Trânsito

( Notícias do Dia Online, 16/05/2015)

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1 Comentário

  1. Pedro Geraldo Geromine disse:

    Estive em visita à Florianopólis, gostei muito da cidade, mas o transito infelizmente nao flui, acho que precisa ser instalado semafaros nos cruzamentos, pintar as lombadas, quase acabei com meu carro, pois as lombadas estao sem sinalizaçao,mas no geral a cidade é maravilhosa, voltarei em breve, e espero encontrar melhorias.

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