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Vinte e uma entidades turísticas defendem beach clubs ameaçados de demolição em Florianópolis

Vinte e uma entidades do Trade Turístico de Santa Catarina entregaram, nesta quinta-feira, um manifesto a deputados estaduais e vereadores de Florianópolis, defendendo os cinco beach clubs de Jurerê Internacional. Um processo na Justiça Federal, de 2008, discute a possibilidade de demolição das casas. “As entidades signatárias esperam das autoridades providências para evitar os prejuízos que já se avizinham”, escreveram no manifesto.

Embora não tenham citado a ação, os signatários dizem que “com seus terminais de praia, Florianópolis recebeu destaque na mídia mundial, e hoje é o nosso produto diferenciado para os frequentadores”. “Cada um dos beach clubs emprega cem pessoas de forma direta e 300 de forma indireta. Estamos falando de milhares de emprego”, afirma Eugênio Neto, presidente do Floripa Convention & Visitors Bureau.

O caso começou em 2008, quando a Ajin (Associação de Proprietários e Moradores de Jurerê Internacional) entrou com uma ação civil pública pedindo a demolição das casas por, supostamente, estarem em terreno de marinha. A Ajin reclamava, também, do barulho causado pelas festas.

Na edição de ontem, o Notícias do Dia mostrou que um laudo feito a pedido da Justiça Federal apontou que a maior parte dos terrenos estava em área de marinha e que as casas não contam com tratamento acústico. O juiz Marcelo Krás Borges deu dez dias para as partes se manifestarem.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Joares Ponticelli (PP), vai envolver os demais segmentos da Casa para tratar a questão. Ele lembrou que Florianópolis conquistou, pelo sétimo ano seguido, o título de melhor destino turístico, muito por causa da infraestrutura das praias. “Não podemos permitir que ações equivocadas possam interromper esse bom momento que vivemos no turismo”, avalia.

MANIFESTO
Confira o documento na íntegra

O trade turístico de Florianópolis, representado por 21 entidades, vem a público registrar:

O turismo em nossa cidade não é uma atividade recente. São muitos anos de árduo trabalho para apresentar um produto de qualidade, representando a história, os atrativos, a cultura e o folclore da nossa gente, que culminou num estilo muito próprio e de vanguarda que atrai um turismo de qualidade internacional.

Os equipamentos turísticos como restaurantes, bares, hotéis, serviços, o comércio em geral e os investimentos públicos não se fizeram da noite para o dia. São muitos anos de trabalho para chegar a este objetivo de despertar o interesse e participar do desenvolvimento geral do produto turístico.

O impacto do turismo na economia da nossa cidade é representativo e dignifica um trabalho incansável de décadas para consagrar o destino como dos melhores do país.

Não é verdade que Florianópolis se sente incomodada com os bares e restaurantes da cidade, menos ainda com os turistas que nos visitam. Pesquisas apontam que mais de 80% das pessoas gostam e aprovam o turismo em nossa cidade.

A posição do procurador é personalíssima e claramente distante da realidade, sem considerar o trabalho incansável dos envolvidos e muito menos a quantidade de pessoas que, de alguma forma, tira seu sustento do turismo e desses bares e restaurantes de praia. Com seus terminais de praia, Florianópolis recebeu destaque na mídia mundial, e hoje é o nosso produto diferenciado para os frequentadores.

A indignação é grande com as declarações apressadas e que, de alguma forma, tentam induzir a opinião pública a uma visão distorcida e que não condiz com a realidade. Não é possível imaginar que existam forças que queiram enfraquecer esta atividade, colocando o turismo de Florianópolis à beira de um dano incalculável não só para o setor, mas, principalmente, para a economia da cidade. As entidades signatárias esperam das autoridades providências para evitar os prejuízos que já se avizinham.

Abav-SC, Abeoc-SC, Abih-SC, Abraccef-SC, Abrasel-SC, Abratgls, Acatmar, Acif, Afturb-SC, Aljos, Entretenimento SC, CDL Florianópolis, Comdes, Floripa Convention & Visitors Bureau, Floripamanhã, Sintregf, Pousar, Shrbs-Fpolis, FCDL-SC, Fhoresc, ConcnTur

(Mauricio Frighetto, ND, 20/09/2013)

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