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Eike Batista não desistiu de Biguaçu

Grupo EBX, o mesmo que queria construir um estaleiro na cidade, apresenta projeto para um complexo logístico e de serviços

O projeto não é o pensado originalmente para a cidade. O estaleiro de R$ 3 bilhões da OSX foi mesmo para o Rio de Janeiro. Mas a REX, o braço imobiliário do Grupo EBX, de Eike Batista, está finalizando novo projeto que prevê um complexo logístico em um terreno de 2,7 milhões de metros quadrados de Biguaçu.

A propriedade foi comprada na mesma época em que o grupo adquiriu o terreno onde a OSX pretendia construir um estaleiro. O novo projeto prevê estrutura logística e de serviços, incluindo um hotel de luxo.

Um grupo de representantes da REX esteve reunido ontem pela manhã, durante pouco mais de uma hora, com uma equipe da prefeitura. De acordo com Theo Keiserman de Abreu, representante da REX, foi apresentada a versão preliminar do projeto, que será finalizado e apresentado para o público em uma versão mais “robusta” em até 20 dias.

O projeto da REX segue a linha do empreendimento Plaza, uma plataforma em desenvolvimento na cidade de Zaragoza, na Espanha. A proposta espanhola prevê áreas logísticas industrial, aeroportuária e ferroviária, mais parque empresarial, áreas sociais, comerciais e de serviços.

De acordo com Abreu, a proposta do polo para Biguaçu está sendo formulada para atender a região Sul do país e também o Conesul. O projeto preliminar prevê áreas específicas para armazéns, escritórios, áreas de aduana para empresas de importação e exportação, hotel, shopping outlet e um truck center (área para reparo e atendimento de veículos de carga). Haveria espaço, também, para áreas integradas de lazer. O hotel integraria a proposta de Eike Batista de lançar uma rede com cem empreendimentos com a assinatura Courtyard.

Os escritórios teriam como foco empresas de tecnologia e call center. Mas o forte serão as estruturas logísticas. O projeto seria custeado pela própria REX e por fundos de investimento. Os galpões com desenho entre 1,5 mil e 5 mil metros quadrados poderão ser alugados ou comprados.

Como os detalhes do projeto e o cronograma de execução ainda precisam ser definidos, a REX não divulgou o investimento previsto e nem a data para o início das obras. Mas Abreu diz que a perspectiva é de que a área seja totalmente ocupada pelas diferentes infraestruturas em etapas, dentro de um prazo de até 10 anos.

– Teremos aqui uma das cinco plataformas logísticas previstas pela REX no país, a única no Sul. Agora, precisamos nos reunir com o governador, porque a empresa espera incentivos do Estado e do município – contou o prefeito de Biguaçu, José Castelo Deschamps.

(Por Alessandra Ogeda, DC, 29/06/2011)

Estudo de solo é a próxima etapa

As empresas OSX e REX, integrantes do grupo EBX, de Eike Batista, são donas das duas maiores áreas do zoneamento urbano de Biguaçu.

O terreno da REX fica no Bairro Estiva, região rural próxima do aterro sanitário e da ponte sobre o Rio Inferninho. A propriedade avança para o interior a partir da BR-101, entre morros, e está localizada perto de uma comunidade com 80 famílias, segundo o procurador-geral do município, Anderson Nazário.

O terreno deverá passar por um estudo de solo antes que a REX defina o zoneamento de cada parte da plataforma logística. Segundo Theo Keiserman de Abreu, representante da REX, o novo empreendimento altera a proposta inicial da propriedade, que foi comprada como apoio para o projeto do estaleiro da OSX, que migrou para o Rio de Janeiro.

– Ficamos felizes com a proposta porque ela vem de encontro ao que queríamos para aquela região, que não é desenvolvida e que precisava de um projeto como este para passar por este desenvolvimento – opinou o prefeito José Castelo Deschamps.

Durante a reunião com a REX, o prefeito sugeriu a implantação de um aeroporto de carga próximo ao novo empreendimento.

De acordo com o procurador Nazário, o processo para conseguir o licenciamento da área deverá ser muito mais tranquilo e rápido do que aquele envolvendo o terreno da OSX, que não chegou a ser concluído. Isso porque a propriedade da REX não teria nenhum afluente de rio ou área de preservação.

A proposta da plataforma logística é de que ela seja integrada com os aeroportos de Florianópolis e Navegantes e com os portos de Imbituba, Navegantes e Itajaí. Segundo Nazário, a conclusão do anel viário que vai ligar Biguaçu e Palhoça seria importante para o empreendimento porque a movimentação de cargas escoaria diretamente por ali e não passaria por São José e Florianópolis.

Distante cinco quilômetros do terreno onde será desenvolvida o complexo logístico, a área com metragem total de 4 milhões de metros quadrados da OSX ainda não tem um destino definido. Continuam valendo as duas alternativas levantadas quando a empresa decidiu instalar o estaleiro no Rio: desenvolver um novo projeto para a local ou vender o terreno.

(DC, 29/06/2011)

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