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Artigo de Antonio César Gargioni Néry — economista e administrador público (DC, 23/04/08)
Nos últimos sete anos, o governo japonês iniciou uma luta para acabar com as montanhas intermináveis de lixo, que custam bilhões de dólares por ano para serem incineradas e que não encontram mais espaço no diminuto território do país. Hoje, a reciclagem atinge 49% do total de 570 milhões de toneladas de lixo geradas no Japão e movimenta 63 bilhões de dólares, o dobro do tamanho do setor do tratamento do lixo.
Uma série de leis começou a punir de maneira severa quem descartasse produtos usados em lugar público ou aterros ilegais, com multas de até 80 mil dólares ou cinco anos de cadeia.
O estado norte-americano da Califórnia estabeleceu medidas governamentais pioneiras para redução de consumo de energia. Mais recentemente, iniciou-se um esforço para mudar a matriz energética do estado, com a meta de obter 20% de sua eletricidade de energias renováveis até 2010. Para 2020, o objetivo é atingir 33% de energia solar, eólica e pequenas hidrelétricas.
A Alemanha vem mudando rapidamente a paisagem nas últimas décadas. Hoje o país possui o maior parque eólico do mundo, com capacidade de produção de 20.600 megawatts de potência, 6% da demanda de energia do país. Até 2020, a meta é fazer com que a energia eólica represente 20% da matriz elétrica alemã.
As empresas envolvidas em toda a cadeia dessa indústria (eólica) já são as maiores criadoras de emprego na Alemanha e deverão abrir 100 mil vagas na próxima década. Pode-se ver que, em algumas regiões do Planeta, a preocupação com o aquecimento global começou muito tempo antes das previsões do ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore no documentário Uma Verdade Inconveniente.
Essas experiências pioneiras levaram o economista inglês Nicholas Stern a prever recentemente que a indústria das tecnologias limpas deverá movimentar US$ 2.5 trilhões em 2010, num dos documentos mais respeitados sobre o impacto das mudanças climáticas na economia mundial.

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