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Milhares de toneladas de madeira e folhas que sobram depois da poda de árvores, que hoje são atiradas em aterros sanitários para apodrecer, poderão ter um destino mais nobre e ainda render dinheiro para a capital paulista. A Câmara Municipal aprovou um projeto que cria o Programa de Aproveitamento de Madeiras de Podas de Árvores (Pampa). Uma máquina capaz de moer os restos, para que depois eles sejam transformados em carvão e forragem e compensado, já é testada na Subprefeitura de Santo Amaro (zona sul), em um projeto-piloto.
A Câmara também aprovou um projeto prevendo o aproveitamento dos galhos, para reduzir o desmatamento na cidade e aumentar a vida útil dos aterros sanitários. Processados, os restos de podas não despejarão mais na atmosfera paulistana gases como o dióxido de carbono. A Prefeitura estima que recolhe de 3,5 mil a 4 mil toneladas de resíduos de podas todos os meses. O volume anual, cerca de 50 mil toneladas, enche cerca de 5 mil caminhões. Tudo acaba se decompondo nos aterros sanitários.
O JT acompanhou os testes do equipamento, de tecnologia nacional, com exclusividade. A máquina consegue moer desde folhas a grandes pedaços de troncos de madeira. É possível configurar o equipamento para o produto obtido ter consistência mais fina – servindo como adubo ou forragem para animais, etc – ou mais grossa. Neste caso, passa por outra máquina e é prensado, dando origem ao bricket, tipo de carvão que, na Europa, é normalmente utilizado em lareiras.
Em São Paulo, de acordo com o vereador Gilberto Natalini (PSDB), autor do projeto, o material poderá ser aproveitado em churrascarias, padarias, pizzarias e fornos de cerâmicas. “O carvão obtido tem um poder de queima cinco vezes maior do que o comum.”
A Prefeitura não poderá vender os produtos, mas o projeto autoriza o governo municipal a repassá-los para ONGs. Nesse caso, a renda obtida seria revertida para programas sociais.
(Daniel Gonzales/Jornal da Tarde, Estadão, 16/04/08)

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