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Celesc defende uso de energia alternativa junto com elétrica

Alternativas de energias renováveis foram abordadas na manhã desta terça-feira, 11, na Jornada de Iniciação Científica da Unisul, no campus da Grande Florianópolis, em Palhoça, com a presença de pesquisadores e autoridades no assunto. O assistente técnico da presidência da Centrais Elétricas de SC (Celesc), Gilberto Aguiar, acredita que a grande saída para os próximos anos é usar a energia elétrica junto com as alternativas. Aguiar não acredita que haverá um apagão elétrico, porque muitos projetos estão em desenvolvimento e novas idéias vão aparecer.

Aguiar disse que até 2010 não se tem risco de faltar energia em Santa Catarina, pois as barragens estão cheias e a usina de Rio Madeira deve começar a funcionar em 2014. Sem contar que a Petrobras vai investir na matriz energética combustível para gerar energia para todo o Brasil. Aguiar ressalta que o Governo Federal e as iniciativas privadas tem programas especiais de energias renováveis e além do mais o Brasil está preparado para usar energia nuclear se precisar. “A energia renovável tem que ser complementar. Temos que tomar o cuidado em oferecer energia suficiente para não causar instabilidade na rede. E temos que pensar não só em coletar, mas como levar a energia e como tratar o que não presta dela”, afirma.

Segundo Aguiar, a Celesc, em parceria com iniciativas privadas, também investe em energia eólica (vento) e pretende investir neste sentindo ainda este ano. “Fizemos um levantamento dos melhores sítios eólicos do Estado e um dos pontos atrativos é o Farol de Santa Marta, em Laguna. Na pesquisa e desenvolvimento investimos aproximadamente R$ 5 milhões por ano e mais R$ 5 milhões em eficiência energética”.

Para o deputado federal Mauro Passos, que compareceu ao evento representando o Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas da América Latina (IDEAL), apesar de existir pesquisas e projetos na área de energias renováveis no Brasil, a situação é morosa por falta de uma legislação adequada na área, envolvendo muita burocracia principalmente por parte dos setores elétricos. “O presidente Lula sinalizou uma simpatia para estas questões de energias alternativas, mas é preciso articular mais. O que não falta é projeto de lei”, comenta. Passos defende que a melhor energia alternativa é a luz solar.

Temos muito trabalho a fazer para transformar os fios em mecanismos para energia solar, defende Sergio Colle, do núcleo de conversão e uso racional da energia – UFSC. “O Brasil é o único país que usa energia elétrica para esquentar a água do banho. Das 18h as 21h é reservado um quarto da potência da usina de Itaipu, são números expressivos”, diz e revela que foi rejeitado no Congresso Nacional um projeto para coletar energia solar para aquecer água do banho pelo fato do chuveiro ser mais barato. Colle também pensa que a energia nuclear pode ser uma alternativa para os próximos 30 anos enquanto as outras energias renováveis vão sendo adaptadas á energética. “O Brasil tem 130 milhões de terra para plantar cana de açúcar, o ciclo da água também é generoso no nosso país, e o sol é abundante também. Há um ciclo, quando falta um tem outro”, comenta.

Denizar Cruz, do Instituto de Eletrônica de Potência (INEP), vê o Brasil como extremamente diferente dos outros países e por isso “temos que pensar nas alternativas possíveis e adaptáveis”. Para ele, a usina hidrelétrica é a mais renovável e não oferece nenhum problema de segurança e nem impacto ambiental. “O único problema é se houver seca, por isso temos que diversificar e usar os vários recursos naturais que temos. “O fotovoltaico (captação solar) não resolve o problema, porém é uma alternativa viável. A vantagem é que é um processo simples, curto prazo, baixa manutenção e não poluente. Mas é uma tecnologia cara e exige energia solar”. Cruz defende que enquanto não se tem uma resposta rápida para a questão da possível escassez da energia elétrica, deve-se usar energia solar nas residências e iluminações públicas. “Estamos na fase romântica da coisa, o trem está passando”, diz Cruz, referindo-se que alguma coisa tem que ser feita logo.

(Cilene Macedo, SIC Unisul, 11/09/2007)

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