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Casan se explica ao Ministério Público e tenta liberar ligações

A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) encaminhará nos próximos dias ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) a explicações da empresa para tentar liberar as ligações de esgoto às redes coletoras da região central de Florianópolis. Cerca de 500 ligações estão impedidas de serem realizadas por recomendação do MPSC, com base em auditoria feita pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) na Estação de Tratamento de Esgoto Insular da Casan, localizada no aterro da baía Sul. O MPSC argumenta que a estação está com a capacidade esgotada e exige da Casan a ampliação da unidade.

De acordo com o presidente em exercício da empresa, Osmar Ribeiro, a argumentação será a mesma que já foi encaminhada ao TCE por duas vezes, em 2004 e 2005. “Desta vez, no entanto, estamos acrescentando comprovações técnicas dos nossos argumentos”, disse Ribeiro. A Casan insiste que o MPSC trabalha com projeções incorretas do crescimento da população e que a estação não está com sua capacidade esgotada.

Enquanto o Ministério Público afirma que a Estação já atende 150 mil habitantes, a Casan argumenta que as ligações atuais somam 128 mil pessoas atendidas (eram 110 mil em 2004). “Mesmo com a previsão de ligações das bacias da Costeira do Pirajubaé (4 mil), do Itacorubi (7 mil) e do bairro José Mendes (mil), esse número chegaria a 140 mil, ainda abaixo do limite da estação. “Com base no planejamento feito pela Engevix, empresa que projetou a Estação, ainda teremos cinco anos antes de atingir a capacidade máxima”, afirma o diretor de expansão da empresa, Valmir Piazentini.

“No momento, há outras prioridades, como buscar recursos para fazer o tratamento de esgoto de Santo Antônio de Lisboa e Ribeirão da Ilha, onde a falta de tratamento impede os produtores de ostras de exportar”, disse Piazentini. De acordo com Sartorato, a Estação de Tratamento Insular cumpre seu papel. “A estação retira 99,99% dos coliformes fecais que entram e a baía Sul tem capacidade de diluir o que é lançado nela. A poluição ali vem de ligações clandestinas na rede pluvial, não da estação”, disse Sartorato.
(Carlito Costa, A Notícia, 11/10/2006)

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