Mobilidade em Florianópolis: observatório da UFSC contesta solução chinesa

Mobilidade em Florianópolis: observatório da UFSC contesta solução chinesa

Da Coluna de Fabio Gadotti (ND, 20/07/2019)

Vencedora de um leilão bilionário para construção de um monotrilho marítimo em Salvador (BA), a companhia chinesa BYD apresentou durante a semana alternativas consideradas “perfeitas” para melhorar a mobilidade urbana de Florianópolis.

Segundo o diretor de negócios Alexandre Liu, a solução passa pela adoção de modelos aéreos, que têm sido priorizados pelo governo do presidente Xi Jinping diante das dificuldades de espaço nos centros urbanos do país asiático.

De acordo com o executivo chinês, o BRT aéreo seria ideal para a Capital catarinense, considerando suas peculiaridades e características geográficas. “É um sistema leve. Poderíamos levar o pessoal inclusive pela ponte num sistema de trem. Modal perfeito que se adapta a curvas fechadas, rampas etc, ideal para o relevo daqui”, sustenta Liu.

Coordenador do Observatório de Mobilidade da UFSC, Bernardo Meyer não vê a alternativa como a mais adequada. “A análise da opção do monotrilho foi contemplada no Plamus (Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis) e concluiu-se que seu custo-benefício não compensa tanto quanto um sistema de BRT (transporte rodoviário por ônibus) bem organizado”, afirma o professor.

“Já os ônibus elétricos que eles fazem nos interessariam muito”, destacou Bernardo, referindo-se à fabricante chinesa.

Apesar de ainda não apresentada oficialmente à prefeitura, a Secretaria de Transportes e Mobilidade de Florianópolis informou que tem conhecimento do sistema e que está analisando a alternativa.