Iphan regulamenta turismo na Ilha do Campeche

Iphan regulamenta turismo na Ilha do Campeche

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reuniu ontem empresários, barqueiros, monitores e outras pessoas ligadas ao turismo para divulgar informações sobre a Ilha do Campeche. Tombada pelo patrimônio histórico nacional por seus sítios arqueológicos com inscrições rupestres milenares, o local atrai milhares de turistas durante a temporada de verão. De acordo com a técnica do Iphan responsável pela gestão da ilha, Cíntia Chamas, a falta de informação de muitos visitantes sobre a importância do local tem levado a problemas, como a depredação nas trilhas. O seminário foi realizado durante toda a tarde, no cinema do Centro Integrado de Cultura (CIC), na Capital.

Durante o seminário, o Iphan apresentou um grande painel sobre a Ilha do Campeche, desde o seu histórico, a caracterização ambiental (fauna e flora), passando pelo processo que resultou no seu tombamento e, finalmente, informando a comunidade visitante, principalmente os turistas, sobre as normas existentes e que visam organizar a visitação. As empresas e as operadoras de turismo, os hotéis e os agentes de viagens, todos foram convidados a participar do seminário.
A Ilha do Campeche foi tombada em 2000 como patrimônio nacional arqueológico e paisagístico. Os costões rochosos abrigam oficinas líticas (pedras trabalhadas por habitantes de tempos pre-históricos) e gravuras. O conjunto é considerado de importância nacional justamente por possuir a maior concentração desse acervo num só sítio, em todo o litoral brasileiro. Durante o seminário, os participantes foram informados sobre as normas de visitação.

Desde o tombamento do local, o Iphan vem promovendo, a cada temporada, o curso de monitores da Ilha do Campeche. O curso visa à capacitação dos jovens, a maioria pertencente à própria comunidade, para que eles atuem como guias nas trilhas de dezembro a abril. “Muitas pessoas chegam à ilha e querem fazer a visitação sem os guias, o que tem causado problemas. Estamos tentando esclarecer que trata-se de um local de turismo diferenciado, e portanto o turista também tem de ser diferenciado”, diz Cíntia. “Não é um local para quem procura sol e praia, mas para quem quer visitar um patrimônio cultural”. O Iphan fornece informações sobre a visitação à ilha no telefone (48) 3223-0883.
(Carlito Costa, A Notícia, 22/11/2006)