NSC Notícias apresenta série especial ‘Fortalezas da Ilha’

NSC Notícias apresenta série especial ‘Fortalezas da Ilha’

Na próxima segunda-feira (5), o NSC Notícias estreia a série especial “Fortalezas da Ilha”. Em quatro reportagens, Ricardo Von Dorff mostra curiosidades sobre a história, construção e futuro deste patrimônio que marca a origem de Florianópolis.

“O trabalho está inserido na produção de verão da NSC TV e revolvemos apresentar opções de turismo que vão além do tradicional, que são as praias. Vamos focar no lado histórico das fortalezas da Ilha. Vamos mostrar desde as razões da construção delas, passando pelo abandono até a restauração e o futuro desse patrimônio”, comentou o editor-executivo do NSC Notícias Túlio Borges.

Começo da cidade
Ricardo Von Dorff destaca que em 1739, quando a primeira fortaleza começou a ser construída, Santa Catarina era quase um deserto e Florianópolis tinha cerca 400 habitantes europeus.

“A origem da cidade está nas fortalezas. Fazer esta série foi uma oportunidade de conhecer a nossa história, de descobrir que a coroa portuguesa trouxe a imigração açoriana para produzir alimentos para os soldados que estavam aqui e para que os filhos deles fossem os futuros militares. Então, as coisas estão intimamente ligadas. Isso determinou características da cidade e do estado”, contou.

A série apresenta quatro fortalezas, três no Norte e uma no Sul da Ilha. Durante a produção, a equipe também descobriu que a maior armada de guerra que já cruzou o Atlântico foi para chegar às fortalezas e tomar a Ilha de Santa Catarina.

“Na época das grandes navegações, toda prata e ouro da Bolívia, que mudou a economia da Europa passava por aqui. Eles entravam pelo Rio da Prata, onde hoje é a Argentina e o Uruguai. A ilha era o último porto seguro para eles repararem a embarcação, por isso era uma área tão disputada e a necessidade de construir as fortalezas”, explicou.

Dramatização
Para contar a história, a equipe contou com a participação do grupo Floripa Dazantiga. “Um deles foi caracterizado como um soldado da época e a outra como uma açoriana, das que veio para cá para ocupar essa região, que não bastava só ter militar, precisava colocar gente aqui”, disse.

Em função das peculiaridades das locações, a equipe captou as imagens com um drone e uma câmera Osmo, uma câmera de mão que oferece estabilidade.

“A série tem uma linguagem muito próxima do documentário. Acho que quem já viu um Globo Repórter feito pelo Ricardo, verá semelhanças”, comentou.

Desafios
“O arquiteto Roberto Tonero, da coordenadoria de Fortalezas da UFSC, um profundo conhecedor da história das Fortalezas, guiou a mim e ao cinegrafista Jean Carlos nessa história, nos acompanhou em cada uma dessas visitas. Temos muito a agradecer por isso”, destacou Von Dorff.

(NSC, 01/02/2018)