Transporte marítimo, solução adiada

Transporte marítimo, solução adiada

Da coluna de Carlos Damião (DC, 25/10/2011)
É incompreensível que, diante da tranqueira geral, as autoridades ainda deem as costas à melhor alternativa para a mobilidade
Volta e meia a questão do transporte marítimo volta ao debate. Especialmente porque a região metropolitana da Capital não suporta mais a tranqueira geral do trânsito e as deficiências do transporte coletivo terrestre. Não há mais hora de rush. Rush é qualquer hora, em Florianópolis, Biguaçu, Palhoça, São José ou Tijucas. E seguimos desprezando a alternativa marítima, por pura inoperância do poder público, quando no passado o mar era a única via de ligação entre as comunidades. O prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt, começou um movimento nesse sentido, conquistou apoio de outras autoridades – menos de Florianópolis, sabe-se lá por que –, mas o projeto ainda não saiu do papel. Não podemos mais esperar por soluções miraculosas e demoradas – como bondes elétricos, metrô de superfície ou sistema de BRT (Bus Rapid Transit). O transporte marítimo está à nossa porta, é viável, sustentável e rápido. O que falta para torná-lo realidade? Vontade política.
No limite
Domingo bonito de sol, bate aquela vontade de curtir algum recanto paradisíaco da Ilha de Santa Catarina? Pense bem, leitor. Quem se arriscou no último domingo – dia 23 – levou mais de duas horas para cumprir o trajeto de volta entre o Sul da Ilha e o Centro. E isso que a temporada nem começou.