12 set Esgoto vaza e alaga rua em Canasvieiras
Um vazamento na rede de esgoto no cruzamento das ruas Manoel Mancellos Moura e Desembargador Maurílio Coimbra, em Canasvieiras, irritou e moradores da região durante o feriadão da Independência.
O problema teria começado durante o fim de semana. Um poça de esgoto com vários metros de extensão formou-se ao longo da Manoel Mancellos Moura até a frente da creche Doralice Teodora Bastos, perto da saída para a rodovia Luiz Boiteux Piazza, mantendo parte da rua alaga e com forte mau cheiro até a manhã de ontem.
Segundo a diarista Neusa Borges, moradora da Manoel Mancellos Moura, esta não foi a primeira vez que ocorreu vazamento de esgoto na rua. “Da outra vez, vieram aqui e arrumaram, mas agora voltou tudo de novo”, reclama.
O mau cheiro e o alagamento da via de chão batido são os principais transtornos apontados pela diarista para quem vive na região. Ela mesmo teve que calcular com cuidado os passos para não colocar os pés sobre uma poça.
“Sou obrigada a passar por aqui para chegar até minha casa e tenho de ficar desviando das poças, sem contar esse mau cheiro terrível”, afirma. O ponto onde ocorreu o vazamento fica perto da rodovia Luiz Boiteux Piazza, que liga Canasvieiras à Cachoeira do Bom Jesus e Ponta das Canas, e a avenida das Nações, a principal via comercial da localidade.
De acordo com Neusa, o vazamento esteve pior durante o fim de semana, quando chegou a alagar a maior parte da rua. O administrador distrital de Canasvieiras, Daniel Schoroerder, diz que o problema durou o feriadão inteiro e que a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) foi avisada, mas demorou a agir.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Casan informou ontem que o vazamento foi contido ainda na tarde de segunda-feira.
O motivo do inciden-te, de acordo com a companhia, foi a obstrução da rede de esgoto causada pelo acúmulo de materiais despejados irregularmente no sistema – um problema comum, segundo a Casan, resultado do despejo de produtos como concreto e até de animais mortos em alguns casos na rede de esgoto.
Para situações como a ocorrida em Canasvieiras, a Casan disponibiliza o telefone para emergências (0800-6430195). A companhia não soube informar em que dia o vazamento começou.
Atividades externas de escolinha são prejudicadas
Por telefone, o coordenador da creche Doralice Teodora Bastos, que identificou-se apenas como Fábio, admitiu que o vazamento trouxe transtornos à unidade de ensino. As poças de esgoto dificultam também o acesso de funcionários, pais e alunos à unidade de ensino.
Garantindo que ele próprio pediu a intervenção da Intendência junto à Casan, o funcionário confirmou que o forte mau cheiro atrapalhou principalmente as atividades externas, no pátio, onde estão instalados os equipamentos de recreação da creche. “Quem poderia dar mais informações seria a diretora, que já encerrou o expediente.
Além disso, há uma recomendação da Secretaria Municipal de Educação para que informações referentes às unidades da rede de ensino só sejam repassadas com autorização superior”, disse pouco antes das 18 horas de ontem.
A reclamação entre os professores é generalizada, mas nenhum deles quis se pronunciar oficialmente sobre as conseqüências para a saúde de adultos e crianças que permanecem o dia todo respirando o ar contaminado.
(A Notícia, 12/09/2007)