O presidente da Santur, Marcílio Avila, concorda com as reclamações dos empresários de Florianópolis sobre a exitência de uma “insegurança jurídica” para novos investimentos turísticos em Florianópolis. O problema foi apontado na edição de domingo último do AN Capital pelo presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Florianópolis, Hélio Bairros, e o diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Florianópolis, Kiassao Thais.

“Existe realmente essa insegurança de que eles falam”, disse Ávila. “Atualmente, o empreendedor obtém as licenças ambientais exigidas por lei, mas isso não tem muita validade, uma vez que surgem diversos questionamentos, indo dos mais simples ao mais absurdos”. Quem determina o que pode ou não ser feito em Florianópolis, destaca Ávila, “é o Ministério Público”, Federal ou Estadual.

Para o presidente da secional de Santa Catarina da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH-SC), Wilson Luiz de Macedo, “está faltando planejamento, visão de futuro” para o turismo em Florianópolis. “Se projetamos a vinda de 3 milhões de turistas, devemos ter equipamentos para receber essa quantidade de visitantes. E se mais tarde a projeção for de 10 milhões de turistas, a infra-estrutura deve ser adequada”.

Macedo também defende um redirecionamento da propaganda dos atrativos de Florianópolis e do litoral catarinense, atualmente existente. “Todo o Brasil sabe das nossas praias e da natureza exuberante, mas poucos conhecem a nossa culinária, por exemplo”, disse. “O mesmo deve ser feito com a cultura e outros atrativos pouco explorados”, defende o dirigente da ABIH-SC.

(A Notícia, 31/01/2007)


Este artigo foi publicado em 31/01/07 às 8:30.

Palavras-chave (tags): , , , ,

Você pode acompanhar todas as respostas a este artigo através da alimentação por RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta. No momento não é possível criar um trackback.



Deixe seu Comentário