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Projeto independente de funcionário da Comcap busca itens descartados e destina a quem precisa em Florianópolis

Moradora do sul da Ilha, em Florianópolis, Ieda Morais Tacaya, 33, estava de mudança no final do ano passado. Com a troca de casas no Rio Tavares, percebeu que precisava de uma cama nova. Só faltava o dinheiro.

Foi aí que o coordenador do Museu do Lixo da Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap), Valdinei Marques, ficou sabendo da necessidade e entrou em ação. No contraturno do trabalho na empresa responsável pela coleta seletiva e pela limpeza urbana na capital catarinense, o Neiciclagem, como é conhecido no meio ambiental, encontrou no lixo uma cama. Buscou-a com seu carro pessoal, restaurou-a e entregou-a à Ieda.

— Ficou ótima. A cama de solteiro é o sofá que eu precisava na minha sala — brinca a moradora.

Dando um novo destino a um material que seria descartado incorretamente, nascia o projeto “Eu que pego” em Florianópolis. A ideia de Nei é conectar pessoas que precisam se desfazer de materiais àquelas que precisam deles — não somente conforme o calendário anual de coleta de lixo pesado divulgado pela Comcap, mas de forma mais frequente.

— A ideia é pegar as coisas e doá-las. Se for para vender, vou colocar um preço simbólico só para as pessoas valorizarem aquele material. E também para o projeto se manter. Tem parte histórica, de itens antigos que podem vir para o Museu; social, porque muito vai ser doado; e ambiental, já que vai ser dada a destinação correta ao material. Quero ligar as coisas com as pessoas e as pessoas com as coisas — explica o Neiciclagem.

No futuro, o projeto deve ter uma lista de itens que as pessoas estão precisando a fim de conectá-los imediatamente a quem pode doá-los. E vice-versa. Quase imediatamente à doação da cama, a iniciativa, que é totalmente independente, já teve continuidade.

— Por indicação da Ieda, fui buscar outras peças. Ela me disse que uma mulher ia alugar a casa e precisava se desfazer de algumas coisas. Fiquei com um pula-pula utilizado pelo Capitão Sete, um super-herói brasileiro da década de 60, e uma máquina de costura — lembra o educador ambiental com os itens expostos no Museu do Lixo.

Já são 25 mil peças no espaço que recebe, a cada ano, cerca de 10 mil alunos catarinenses.

Como funciona?

Se você precisa doar ou receber algo — roupas, móveis ou eletrodomésticos, por exemplo — pode entrar em contato com o Neiciclagem pelo telefone (48) 9652-9838. Em Florianópolis, o Nei pode buscar, restaurar e entregar os itens doados. O que for histórico, pode ficar no Museu do Lixo e receber visitas da comunidade.

( Diário Catarinense , 28/01/2016)

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