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Poluição ameaça bacia do rio Cubatão, entre Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz

O rio Cubatão, entre os municípios de Santo Amaro da Imperatriz e Palhoça, responsável pela metade do abastecimento de água da Grande Florianópolis, tem dez vezes mais coliformes fecais que o limite estabelecido pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente. É o que mostra a análise realizada pelo Instituto Sea Shepherd Brasil, que navegou por cerca de cinco quilômetros do leito do manancial e recolheu amostras inclusive em áreas de captação de água para tratamento. Os dados preocupam os ambientalistas e foram enviados às prefeituras dos dois municípios.

Segundo o diretor do Núcleo Santa Catarina da Sea Shepherd, Hugo Malagoli, entre os cinco pontos analisados, estão: Rio Cubatão Antes de Santo Amaro da Imperatriz, Boca de Lobo no Centro de Santo Amaro da Imperatriz, Efluente Estação de Tratamento de Água da Casan e Rio Caldas do Norte (afluente). Mesmo nos pontos distantes das saídas de esgoto, com aparência de água limpa, os resultados laboratoriais foram de alta poluição. “As quantidades de coliformes termotolerantes, que são bactérias normalmente encontradas no intestino humano e animal, por exemplo, chegam a níveis quase dez vezes maiores do que o permitido no ponto que leva a água até a Estação de Tratamento da Casan”, garante.

A equipe encontrou lixo acumulado nas encostas; falta de mata ciliar; plantação próxima ao rio, contaminando a água através de agrotóxico; criações de animais e despejo de esgoto. “Havia plantação de tomate na beira do rio e o tomate é uma das culturas que mais leva agrotóxico. Esse tipo de química não sai em tratamento. As pessoas podem estar bebendo veneno.”, avalia. Havia ainda gordura sobre a água. A ONG pediu que as prefeituras tomem providências urgentes.

Ao enviar as análises às prefeituras, o instituto também indicou soluções que podem contribuir com a recuperação do rio Cubatão. “Deve ser promovida campanha educacional aos cidadãos, explicando a importância do Rio Cubatão do Sul, sua preservação e também o problema do lixo e esgoto quando é mal destinado. Outra solução é implantar definitivamente a coleta de lixo seletiva, respeitando e cumprindo a legislação”, argumenta o diretor do núcleo catarinense.

Leia na íntegra em Notícias do Dia Florianópolis, 13/03/2017.

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