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Por Fabio Angeoletto, Doutor em Ecologia (DC, 11/11/2012)

A urbanização é o mais importante fenômeno socioambiental da atualidade. A constante conversão de solos em cidades é um dos três maiores impactos ambientais globais de origem humana. Em 2050, haverá cerca de 10 bilhões de seres humanos, dois terços dos quais vivendo nas cidades. Se o ritmo de crescimento urbano prosseguir, as cidades, em âmbito global, ocuparão aproximadamente 33% das terras aráveis do mundo. O que por sua vez causará um impacto sem precedentes sobre a agricultura, determinando a expansão das fronteiras agrícolas sobre florestas e outros ecossistemas.

Esses fatos e números dão a métrica dos desafios que temos pela frente. O primeiro deles é uma mudança de mentalidade. O paradigma das profissões em compartimentos rígidos não faz mais sentido. Os agrônomos cuidando do campo, os biólogos, das florestas, e os arquitetos, do planejamento das cidades, correto? Errado. O avanço inexorável da urbanização impõe novas formas de se planejar o desenvolvimento das cidades.

Atualmente, 14% dos alimentos do mundo são produzidos através de cultivos agrícolas urbanos. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, poderemos dobrar esse percentual, se as cidades forem preparadas para isso. Mais cultivos urbanos, menor avanço da fronteira agrícola. A agricultura urbana, uma nova revolução agrícola, demanda legislação específica, e câmbios no uso do solo.

Uma das linhas mais promissoras de pesquisa em agricultura urbana está sendo desenvolvida pelos professores Frederico Fonseca da Silva, do Instituto Federal do Paraná, e Juan Pedro Ruiz, da Universidade Autônoma de Madrid. Os pesquisadores estão mapeando os quintais de cidades paranaenses para saber quantos hectares existem disponíveis para plantio nos conjuntos de quintais, e que volume de hortaliças e frutas poderia ser produzido. São dados valiosos para se fomentar políticas públicas que diminuam os impactos ambientais da agricultura. A agricultura urbana demanda legislação específica e câmbios no uso do solo.

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