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Praia da avenida Beira Mar Norte pode ficar própria para banho, mas histórico atrapalha

Nesta quarta-feira (11), o IMA (Instituto do Meio Ambiente) pode registrar um fato histórico para Florianópolis: as águas da baía norte, em frente ao Monumento da Polícia Militar, poderão ser classificadas como próprias para banho. O fato pode acontecer seis meses após a inauguração do projeto de balneabilidade, que implantou uma estação de tratamento (URA) e uma rede coletora de águas pluviais ao longo de 3,5 quilômetros de extensão da baía.

A classificação das condições de balneabilidade é feita de acordo com resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) número 274/2000. As águas estarão próprias se, 80% ou mais das cinco últimas amostras coletadas nas semanas anteriores, o local apresentar no máximo 800 Escherichia coli por 100 mililitros. Porém, caso 20% das últimas cinco amostras apresentar um número superior, o local é classificado como impróprio.

Desde que foi inaugurado a URA (Unidade de Recuperação Ambiental), o IMA já realizou dezenas de coletas no local e, pela primeira vez, as análises apontaram por três semanas consecutivas números inferiores ao parâmetro exigido pelo Conama. Apesar disso, o gerente do Laboratório e Medições Ambientais do IMA, Marlon Daniel da Silva, faz uma ressalva: “pelo regramento, o local poderá estar próprio, mas ainda é temeroso diante do histórico de impropriedade desse local”, admite.

Silva faz uma analogia com a decisão de comprar um veículo para exemplificar melhor a situação de balneabilidade da Avenida Beira-Mar Norte e a consequente decisão das pessoas de tomar banho no local. “Você vai preferir comprar um veículo de marca conhecida, ao invés de uma marca que recém entrou no mercado. Ou seja, precisamos consolidar esses resultados diante desse histórico, pois é um local com tendência a impropriedade”, cita.

O engenheiro sanitarista e ambiental e gerente operacional da Casan, Pery Fornari Filho, explica que tem dois sentimentos em relação às últimas análises feitas pelo IMA e que indicaram uma redução da poluição da baía. “Um sentimento é de felicidade, porque está dando resultado, e outros é preocupante, porque ainda estamos em fase de ajustes”, justifica. Gestor do contrato de implantação do projeto, Pery destaca que vários pontos ainda precisam ser ajustados. “Precisamos ter uma constância no resultado final. Estamos felizes, mas ainda não comemoramos. Diferente de um viaduto, que é uma obra física, esse é um serviço contínuo”, completa.

(Confira reportagem completa em ND, 10/09/2019)

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