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Grupo RIC produz dossiê que alerta sobre riscos para o futuro de Florianópolis

No dia que Florianópolis comemora 346 anos de sua fundação, o Grupo RIC Santa Catarina, um dos mais importantes grupos de comunicação do Sul do Brasil, levanta uma bandeira importante em defesa do futuro da Capital dos catarinenses: A CIDADE QUE PRECISAMOS SER.

O documento intitulado DOSSIÊ ND, que dá início ao movimento neste 23 de março e encontra-se encartado na Revista Floripa Já, editada pelo  Grupo, leva aos seus leitores um documento de 20 páginas que demonstram e denunciam graves problemas que requerem urgentes medidas por parte das autoridades:  Invasões, mobilidade, serviços públicos ruins, ineficiência da Comcap, diminuição do turismo, são alguns dos  pontos cuidadosamente levantados pela publicação.

“O DOSSIÊ ND” tem o propósito de, neste dia do Aniversário de Florianópolis, levar para todos, principalmente àqueles que são líderes ou Influenciadores, visando provocar uma profunda e importante reflexão de como a Nossa Cidade se encontra hoje frente à alguns importantes problemas, e quais os riscos existentes para o nosso Futuro que, caso se concretizem, todos nós iremos perder muito. Este trabalho é parte de uma das muitas missões de uma empresa de Comunicação. Tenho provocado muitas pessoas para juntos realizarmos uma mobilização da sociedade no sentido de revertemos esta cruel e real tendência. Pretendo incitar uma profunda reflexão para juntos construirmos uma ação que nos una em trabalharmos muito em defesa de nossa cidade”, registra num comunicado, o presidente do Grupo RIC Santa Catarina, Marcello Petrelli.

 

Editorial do Dossiê ND

A CIDADE QUE PRECISAMOS SER

Com 346 anos de vida, Florianópolis tem de enfrentar grandes desafios. Não bastam praias belíssimas, paisagens de cartão-postal, beach clubs badalados e o clima quente do verão. Somos vítimas do nosso crescimento, num visível processo de deterioração que afeta nossa qualidade de vida. A falta de mobilidade deu o título à Capital como a pior cidade para quem dirige. A invasão de áreas públicas está favelizando nossos morros, como já ocorreu no Rio de
Janeiro, no passado.

É hora de encarar esta realidade: queremos ver Florianópolis se transformar numa cidade desumana e violenta, onde o poder público perdeu o controle e o crime organizado assumiu o comando? Onde a população perdeu sua autoestima, virou alvo de balas perdidas e tem medo de sair às ruas? Um lugar onde os empreendimentos perdem valor a cada dia porque ninguém quer investir numa cidade degradada? Definitivamente, não é este o modelo que desejamos.

A Florianópolis que precisamos ser é autossustentável, capaz de gerar recursos para o seu crescimento. Não queremos uma urbe caótica, com trânsito infernal, serviços públicos ruins e sem segurança. Para isso, precisamos repensar nosso modelo. Só com uma mobilização social poderemos impedir o avanço deste improviso social e urbano. Precisamos agir e trabalhar unidos – prefeitura, legisladores, lideranças empresariais, poderes, sociedade e imprensa. O futuro das novas gerações está em jogo.

Florianópolis é um dos principais destinos turísticos brasileiros. Porém, nos últimos anos, o número de visitantes vem diminuindo, com redução de receita para quem vive do turismo, nossa principal indústria. Há uma percepção de que a imobilidade já se reflete na temporada. Com baixa arrecadação, sem melhorar o ticket médio do nosso turismo, não há como melhorar a qualidade dos serviços prestados. A temporada exige cada vez mais do município. A sustentabilidade poderá vir da Taxa de Turismo que já existe nos principais destinos mundiais.

É preciso preservar nosso maravilhoso ecossistema natural, mas de forma racional e coerente com nossa vocação. Florianópolis não pode continuar sendo a cidade do nada pode.

Dentro desta visão futurista, Florianópolis precisa ser uma cidade moderna, convidativa para o visitante, agradável para quem vive aqui. A construção de uma marina privada na avenida Beira-Mar Norte, que em breve será uma realidade, é emblemática e representa uma grande conquista. Não podemos continuar a esconder nossa paisagem por trás de outdoors, cartazes luminosos e placas de todos os tamanhos. A poluição visual destoa de nossas belezas
naturais. Precisamos voltar a discutir uma lei para limpar a cidade.

Também não podemos continuar reféns de uma autarquia como a Comcap, responsável por um déficit mensal nas contas do município, fazendo com que cada morador pague caro pelo prejuízo de um modelo de empresa pública vencido. Por que manter uma penitenciária em área supervalorizada, ocupando um dos locais mais nobres junto à beira-mar? Algo precisa ser feito. Este e outros temas fazem parte deste dossiê que, na verdade, é uma declaração de amor a esta cidade. Não podemos permitir que Florianópolis se deteriore, que os morros se transformem em antro de criminalidade, que a falta de mobilidade trave o progresso e que nossas belas praias estejam ameaçadas pelo esgoto e poluição.

Há 30 anos trabalhando por Santa Catarina, o Grupo RIC acredita que é seu papel, como veículo de comunicação, alertar sobre os dilemas que podem inviabilizar Florianópolis. Este dossiê objetiva tornar público o que está acontecendo nesta Capital. Não por culpa dos atuais gestores, mas por várias décadas de descuido e omissão. Neste projeto investimos R$ 200 mil na contratação de profissionais, sobrevoos de helicóptero e produção editorial que consumiu quase
30 dias de trabalho. É nossa contribuição para este importante debate. Acreditamos ter cumprido nossa missão de informar e formar opinião. Agora a sociedade tem de reagir para mudar este cenário.

É o momento de reorganizar Florianópolis, protegendo a cidade e preparando-a para as novas gerações.

(Acontecendo Aqui, 23/03/2019)

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