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Próprias para banho, praias de Coqueiros recebem público pequeno e desconfiado

Classificadas como próprias para o banho no terceiro relatório de balneabilidade do IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina), as praias da orla de Coqueiros, no Continente, receberam um pequeno e desconfiado público neste domingo (13). Uma situação bem diferente que contrasta com a época em que as praias da Saudade, do Meio e de Itaguaçu eram os points da cidade, no final da década de 1960 e início dos anos 1970.

O movimento se concentrou na Praia da Saudade, mesmo sem a placa que aponta as condições de balneabilidade no local. A única placa era de proibição de cachorros na praia, situação ignorada por uma família, que estava com dois cães. Na água, apenas as crianças tomavam banho para se refrescar do mormaço, sob os olhares atentos de adultos sentados em cadeiras na beira da praia.

Radicada no bairro de Coqueiros, a gaúcha Vera Trigo, 62 anos, optou pela Praia da Saudade devido à proximidade de casa. “Eu fico feliz que a água esteja própria para banho. Tomara que continue assim. Minha filha tem casa em Jurerê, mas não quis ir até lá para não pegar trânsito”, explicou Vera, que deixou a praia no final da tarde na companhia de duas novas amigas.

Moradores do Centro, o casal Elvio de Souza e Geneci Silva trouxe o filho Gabriel de Souza e o sobrinho Joaquim Gonçalves. Para evitar multidões, optaram pela Praia da Saudade. Os meninos tomaram banho e se divertiram na beira da praia. Geneci conta que soube da balneabilidade da praia da Saudade e ligou para o IMA para se certificar da informação. “Mesmo ligando, eu fico desconfiada. Chegamos aqui e achamos um caco de vidro na areia”, disse Geneci, informando o perigo.

Já na Praia do Meio, a placa do IMA de área própria para banho chamava atenção de quem caminhava no calçadão. Morador de Capoeiras, Edson Weingartner, 52 anos, acompanhava o neto Juan, três anos. Durante a infância, Edson tomava banhos na orla de Coqueiros, mas agora afirma não ter confiança sobre a balneabilidade diante da quantidade de prédios e da ausência de uma estação de tratamento nas proximidades.

“Deixo molhar os pés, mas ele não pode ingerir essa água e nem tomar banho. Se houvesse essa confiança, isso aqui estaria cheio”, argumenta. Morador da Vila Aparecida, Lucas Pietro, 10 anos, aproveitou para se refrescar sem medo. “Tem cidade que nem praia tem. Tem que aproveitar”, disse Pietro, entre um mergulho e outro.

(Confira Matéria completa em ND, 13/01/2019)

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