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Construção do trapiche de Canajurê dá um passo para trás

Santa Catarina já está na temporada de cruzeiros, e Florianópolis ficará, mais uma vez, de fora da rota dos navios e do dinheiro de seus passageiros. Em outubro do ano passado, a prefeitura havia informado que, em até três meses, estaria aprovado ou não o licenciamento da obra. No entanto, até hoje o empreendedor ainda não deu entrada na papelada.

A responsável pelo empreendimento é A Marina Blue Fox, de Jurerê. Conforme o presidente da empresa, Neri da Silva, o projeto ainda precisa passar pelo Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima), além do estudo de impacto de vizinhança e reuniões com a comunidade para só depois começar as obras.

— Precisamos ter todos esses estudos ambientas para que não aconteça nenhum embargo. Tudo que se faz nessa ilha tem muita insegurança jurídica. Se não, a gente finca as estacas na praia e começam os embargos.

O empresário não deu nenhum prazo para que tudo isso aconteça, mas garantiu que “ninguém desistiu do projeto ainda”.

Além do licenciamento na Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), a Blue Fox também precisará de autorização da Superintendência do Patrimônio da União (SPU), já que trata-se de uma área de marinha, pertencente à União. Segundo o Ministério do Planejamento, nenhum pedido ou projeto de construção de trapiche foi protocolado na SPU de Santa Catarina.

Somente após a aprovação da Floram e da SPU é que a empresa poderá solicitar à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) uma escala para teste em Florianópolis. A operadora MSC Cruzeiros já sinalizou o interesse em fazer uma parada na Capital com o cruzeiro Preziosa, o mesmo que fez a escala teste em março de 2018 em Canasvieiras.

Originalmente, seria utilizado o trapiche de Canasvieiras. No entanto, a escala na praia do norte da Ilha foi reprovada pela Antaq. Das 40 exigências da agência, pelo menos 17 foram negativas, como falta de banheiros, local para atendimento aos passageiros em terra e falta de acessibilidade.

O trapiche de Canajurê deverá ter 400 metros, sendo os 200 primeiros metros construídos na primeira etapa da obra. A estrutura será erguida a 100 metros ao lado do trapiche antigo. O local deve ter área de recepção aos turistas e pontos para circulação de vans e ônibus. Segundo a prefeitura, mesmo sendo uma obra particular, ela será pública e aberta à comunidade.

(NSC, 07/01/2019)

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