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Prefeito em exercício de Florianópolis questiona proposta para a Avenida das Rendeiras

Da Coluna de Fabio Gadotti (ND, 07/12/2018)

Prefeito em exercício de Florianópolis, João Batista Nunes (PSDB), falou nesta quinta-feira (6) à coluna sobre a recomendação feita pelo MP-SC para proibição de estacionamento de veículos na Avenida das Rendeiras, com criação de uma ciclofaixa. Ele criticou a proposta e aproveitou para colocar “mais um bode na sala”.

Qual sua opinião a respeito da recomendação do MP-SC sobre a Avenida das Rendeiras?
João Batista Nunes – Acho um retrocesso sob o ponto de vista urbanístico a gente não aproveitar essa polêmica surgida em função das recomendações do Ministério Público, que colocou o bode na sala, e pensar a Lagoa de uma forma diferente. Colocar uma ciclofaixa na Lagoa, sob o ponto de vista de mobilidade, é um retrocesso. É claro que as pessoas querem andar de bicicleta, mas quantas pessoas são humilhadas diariamente na fila porque usam transporte público? E ninguém sai em defesa. Então priorizar centenas que usam bicicleta em detrimento de milhares do transporte coletivo? Está faltando coerência. A cidade de Florianópolis tem que entender que a prioridade deve ser o transporte público.

Por quê?
João Batista Nunes – Pela limitação geográfica e ambiental de Florianópolis, temos que priorizar o transporte público. Não estamos em Curitiba, São Paulo ou Rio de Janeiro, onde há possibilidade de planejar vias largas – com calçadas e ciclofaixas. E vou colocar mais um bode na sala: eu pegaria a Avenida das Rendeiras, na Lagoa, e transformaria num grande boulevard, um calçadão. Transformaria aquela área num case de sucesso, com grandes restaurantes e investidores, gerando emprego e renda. Uma proposta ousada. E criaria novos eixos de mobilidade: ou por cima das dunas com pilotis ou aumentando a faixa de areia. Os técnicos pensariam em vias alternativas para a Barra da Lagoa e Joaquina. Temos que ousar em várias outras áreas. Trazer para a mesma mesa todos os órgãos fiscalizadores e as pessoas que querem discutir a cidade. Hoje estamos acabando com Florianópolis. Um grupo quer que a cidade volte há 200 anos: não pode mais vir ninguém, não pode mais fazer nada aqui. E outro grupo quer o quanto pior, melhor. E a prefeitura fica no meio. Mas o prefeito Gean Loureiro tem feito o conceito da cidade mudar, com participação popular.

Os comerciantes estão apreensivos?
João Batista Nunes – O que vai significar para o comerciante, que passa por um problema sério na baixa temporada e espera chegar o verão? Para quem depende da alta temporada, isso é um retrocesso. Essa decisão não está enxergando os reflexos econômicos e sociais Ao invés de tirar o estacionamento, que se coloque então a Zona Azul, um sistema rotativo.

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