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Artigo de Vinicius Lummertz – Ministro do Turismo (ND, 01/11/2018)

Está num vídeo muito acessado na internet a revelação feita no Programa Roda Viva pelo fundador da Embraer, Ozires Silva, sobre quais são as razões de o Brasil nunca ter ganho um Prêmio Nobel. Num encontro na Suécia com integrantes do comitê que decide sobre a premiação, Ozires Silva ouviu deles que nunca fomos laureados porque “‘vocês, brasileiros, são destruidores de heróis’”.

Me utilizo dessa – lamentável – história para ilustrar esse artigo que se dirige ao empresário Fernando Marcondes de Mattos, do Costão do Santinho. Marcondes é um visionário, uma referência para os catarinenses. Empresário industrial (Inplac) e de turismo, foi professor de Economia da UFSC, secretário da Fazenda do estado e, ainda em 1990, criador do Fórum Estadual de Turismo, o primeiro movimento em defesa do nosso setor. Foi presidente do Conselho Estadual de Turismo e esteve no centro de todos os outros movimentos do trade turístico até os mais recentes, como o Floripa Amanhã e o Floripa Sustentável.

Acima de tudo, Marcondes é um arquiteto do futuro. Durante quase uma década o Costão do Santinho é eleito como o melhor resort do Brasil e hoje, juntamente com Jurerê Internacional, é marca registrada do turismo catarinense no planeta, assim como é modelo para outros empreendimentos no país, gerando empregos, renda e impostos. Também é modelo urbanístico, de preservação ambiental e da própria história: ali estão sendo conservadas inscrições rupestres datadas de 5 mil anos.

Importante lembrar que há anos venho pregando que a pesca da tainha se transforme numa atração turística. Em vez dos ranchos que nossos humildes pescadores artesanais têm condições de fazer na beira da praia, deveríamos oferecer-lhes estruturas melhores, em que o turista poderia conhecer como é feita a pesca e até apreciar uma tainha feita na hora. O único lugar que fez isso foi o Costão do Santinho, que criou o Rancho dos Pescadores, para que ele possa ser utilizado durante a temporada da tainha com toda estrutura, e no restante do ano como lugar de exposição de pesca e restaurante típico da Ilha. Agora a Justiça Federal determina essas estruturas sejam retiradas do Rancho.

Em dezembro o Marcondes faz 80 anos. É um herói como aqueles citados pelos integrantes do comitê do Prêmio Nobel. Heróis não são sinônimos de perfeição. São imperfeitos. Heróis são úteis à sociedade pelo que constroem, e pelo que ensinam pelo esforço, trabalho e sacrifício pessoal, mesmo aos 80 anos. O melhor presente que a cidade poderia dar ao Marcondes seria devolver-lhe o Rancho dos Pescadores e deixá-lo trabalhar em paz.

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