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No dia 26 de outubro, mais de 90 participantes debateram questões relativas à erosão das praias. Realizado pelo Instituto Federal de Garopaba (IFSC), o Seminário contou com a participação, em caráter voluntário, de cinco profissionais com renomada experiência no tema de dinâmica costeira e mudanças climáticas: Pedro Pereira (UFSC); Frederico Rudorff (Defesa Civil SC); Alexandre Guimarães (Estratégia Natural); Fernando Diehl (Acquaplan) e Diego Oliveira (MMA).

Na abertura do evento, Cecil Barros, chefe da APA Baleia Franca, lembrou que a realização do Seminário foi motivada pelos recentes processos erosivos na Praia da Barrinha decorrente de contínuas ressacas, e que se faz necessário qualificar os processos de uso e ocupação do solo na APA da Baleia Franca, visando evitar danos ambientais, sociais e econômicos.

O oceanógrafo Pedro Pereira, professor da Universidade Federal de Santa Catarina, iniciou o Seminário abordando aspectos relativos a suscetibilidade erosiva das praias e os diferentes tipos de obras de engenharia, desde os conhecidos e ineficientes projetos de enrocamento, que acabam por amplificar os impactos erosivos, passando por estruturas de “engenharia leve” como engordamento de praias até as mais recentes estratégias denominadas de “construção com a natureza”, a exemplo da restauração de manguezais e quebra mares construídos a partir de comunidades de ostras.

Na sequência, Frederico Rudorff, Gerente de Alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, apresentou os programas de climatologia e investimentos do Estado na área de sistemas e monitoramento de alertas meteorológicos e prevenção de desastres em áreas de risco, frente a eventos climáticos extremos.

Na mesma linha, Alexandre Guimarães, Consultor Sênior na área de Mudanças Climáticas, apresentou o Índice de Vulnerabilidade à Mudanças Climáticas em Santa Catarina, construído em parceria com o Governo do Estado e o Banco Mundial, visando fornecer ferramental para qualificar a tomada de decisões dos investimentos públicos em projetos de prevenção, mitigação e adaptação às mudanças do clima.

O Diretor da ACQUAPLAN Consultoria Ambiental, oceanógrafo Fernando Diehl discorreu sobre impactos das atividades antrópicas no perfil da praia que potencializam os eventos erosivos e a importância do licenciamento ambiental de projetos de restauração e recuperação de praias. As exposições do dia foram encerradas com Diego Oliveira, técnico de infraestrutura do Ministério do Meio Ambiente que apresentou o Procosta – Programa Nacional para a Conservação da Linha de Costa, que é um programa permanente de planejamento e gestão da zona costeira com caráter territorial. Segundo ele, o Procosta buscará solucionar um importante problema de falta de dados confiáveis em escala nacional e, a partir desses dados, auxiliar na compreensão da atual situação na zona costeira, nas previsões de possíveis alterações futuras e nas alternativas de mitigação e adaptação.

O Seminário foi encerrado com uma roda de conversa entre o chefe da APA da Baleia Franca, presidência do COMDEMA e palestrantes, que foram unânimes em reconhecer que um dos papeis fundamentais da sociedade é estimular o debate, a exemplo do Seminário; trabalhar em rede visando aprofundar os conhecimentos e motivar os gestores públicos a elaborarem projetos de mapeamento de riscos e vulnerabilidades das praias, com vistas a inserção no planejamento e no orçamento da União, Estados e Municípios.

O 1º Seminário de Dinâmica Costeira mobilizou técnicos das Prefeituras de Garopaba, Imbituba e Laguna; analistas ambientais do ICMBio, Comandante de Polícia Ambiental; técnicos do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, representantes do CREA-SC, associações comerciais e industriais, estudantes do IFSC eOng’s ambientais.

Assista os vídeos sobre o Seminário
Parte 1 
Parte 2
Parte 3 

(ICMBio, 01/11/2018)

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