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Cresce expectativa sobre transporte marítimo na Grande Florianópolis

A diarista Cláudia Nunes, que mora no bairro Pacheco, em Palhoça, e vai todos os dias à Ilha de Santa Catarina a trabalho, torce para que o transporte marítimo entre a parte insular e o continente seja implantado logo. “Pego esse trânsito todos os dias, as filas imensas nas pontes, e já chego no trabalho estressada. Estou sempre com receio de perder a hora e ainda escutar reclamação do patrão. Muitas vezes, o trajeto cansa mais do que o trabalho”, conta Cláudia.

Da orla do Balneário Guararema, onde fica o trapiche do bairro Ponta de Baixo, inaugurado em junho de 2016 em São José, ela se anima com a possibilidade de gastar apenas 12 minutos para fazer a travessia em vez de ficar parada nos congestionamentos na ida e na volta do trabalho. “Seria ótimo contar com esse serviço, eu usaria com certeza pois daqui até a minha casa é bem perto”, fala, animada.

Doze minutos foi o tempo gasto pelo catamarã da empresa BB Barcos, de Imbituba, no teste realizado no mês de março, no trajeto entre a Prainha, no Centro de Florianópolis, até o bairro Ponta de Baixo, em São José. Mas mesmo com a grande expectativa de Cláudia e de boa parcela da população que enfrenta diariamente o caos no tráfego, parrece haver um longo percurso até o desejo virar realidade.

O início da operação depende de licenças ambientais, de autorização da Marinha, da adequação dos espaços de embarque e desembarque e da integração com o sistema de transporte público dos municípios de Florianópolis, São José, Biguaçu e Palhoça.

Trâmites legais

Em reunião com o presidente do IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina), André Adriano Dick, na terça-feira passada (6), o presidente do Deter (Departamento de Transportes e Terminais), Fulvio Rosar Neto protocolou o pedido de duas licenças pendentes: a LAI (Licença Ambiental de Instalação) e a LAO (Licença Ambiental de Operação). A LAP (Licença Ambiental Prévia) foi obtida em março.

(Confira Matéria completa em ND, 13/11/2018)

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