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Rede Ver a Cidade Floripa analisa indicadores de sustentabilidade

Especialistas vão se reunir no Cocreation Lab., do Museu da Escola Catarinense, no dia 7 de novembro no workshop Rede Ver a Cidade Floripa para analisar os indicadores de desenvolvimento e progresso da capital catarinense.

Podem se inscrever para participar especialistas em manejo ambiental e consumo dos recursos naturais; mitigação dos gases de efeito estufa e outras formas de contaminação; redução da vulnerabilidade diante de desastres naturais e adaptação à mudança do clima; controle do crescimento e melhoria do habitat humano; promoção do transporte urbano sustentável; promoção do desenvolvimento econômico local competitivo sustentável; oferta de serviços sociais de alto nível e promoção da coesão social; competitividade; mecanismos adequados de governo; gestão adequada da receita; gestão adequada das despesas e em estão adequada das dívidas e das obrigações fiscais.

De acordo com o coordenador do Grupo de Trabalho Gestão Pública, da Associação FloripAmanhã, Ivo Sostizzo a Rede é um instrumento de captação de situações da cidade onde são vistos 132 aspectos/indicadores de Florianópolis, aglutinados por 32 subtemas, 12 temas e 3 dimensões. econômica, ambiental e urbana.

O levantamento dessas informações foi realizado pela Rede Ver a Cidade em conjunto com a prefeitura de Florianópolis. A grande maioria dos indicadores é comum a seis cidades do Brasil – Florianópolis, Vitória, João Pessoa, Palmas, Goiânia e Três Lagoas. “Esse levantamento no permite olhar a cidade de um ano para outro, entender o desenvolvimento ou até regressões de qualidade ou da vida dos moradores da cidade. Aqui adicionamos mais 19 indicadores locais para melhor entender as situações particulares”, esclarece Sostizzo.

A prefeitura da capital centralizou as informações vindas de diferentes fontes e os dados analisados em trabalho voluntário por professores universitários, doutorandos e mestrandos farão parte do Relatório Anual de Progresso de Indicadores de Florianópolis (RAPI), que deve ser entregue até o mês de dezembro. O primeiro olhar sobre a cidade foi realizado com dados de 2016 e estão no RAPI 2017.

Para Sostizzo o RAPI será o grande instrumento de discussões com o governo municipal para a identificação de possíveis políticas públicas. “O objetivo da Rede é oferecer informações para pressionar a prefeitura a criar políticas públicas. É a sociedade civil que tenta colaborar com o executivo na elaboração dessas políticas”, explica o voluntário da FloripAmanhã.

Com informações objetivas e concretas sobre os diversos setores da sociedade a Rede quer identificar diferentes oportunidades de atuação. Além disso, o Relatório de Indicadores servirá de apoio para estudos específicos mais aprofundados sobre a realidade da cidade.

O trabalho da Rede está iniciando uma nova cultura de se olhar a cidade e identificar a situação de Florianópolis sob diversos aspectos. “É um processo novo e voluntário e queremos ampliar os olhares sob a cidade”, diz Sostizzo. Para ele, aumentar a participação de entidades e sociedade em geral vai tornar o processo mais aberto e social.

Saiba mais sobre a Rede Ver a Cidade

A Rede Ver a Cidade (Rede de Monitoramento Cidadão de Florianópolis) é uma organização independente e apartidária, criada com o objetivo de acompanhar, de forma técnica e imparcial, o desempenho da cidade em questões que impactam sua sustentabilidade e a qualidade de vida de seus cidadãos. Composta por representantes da sociedade civil, setor produtivo, academia e mídia, a Rede também realiza pesquisas e estudos, dissemina informações e análises, e desenvolve iniciativas com diferentes setores da sociedade, por meio de projetos e estímulo à ação política responsável, que promovem a sustentabilidade da cidade.

Na composição da Comissão Executiva da Rede Ver a Cidade de Florianópolis estão a associação FloripAmanhã (Presidência), a Universidade Federal de Santa Catarina (Vice-Presidência Técnica) e a RIC TV Record (Vice-Presidência Administrativa). A Rede também possui Grupos Estratégicos: o GE de Monitoramento é coordenado pelo Observatório Social de Florianópolis, o de Competitividade, pela FIESC, GE de Inteligência pela UFSC, e Comunicação pela RIC TV Record.

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