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Projeto para construir trapiche para cruzeiros em Florianópolis caminha a passos lentos

Em novembro começa oficialmente a temporada de cruzeiros em Santa Catarina e, até o momento, a Capital catarinense ainda não entrou na rota dos navios. Isso porque o novo trapiche que deverá receber os turistas, na Praia de Canajurê, norte da Ilha, está longe de sair do papel. A empresa responsável pela execução da obra protocolou o projeto na Fundação do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram) em 28 de agosto.

Segundo o superintendente de Turismo do município, Vinicius De Lucca Filho, o órgão tem até três meses para analisar os documentos e aprovar ou não. A aprovação da Floram é apenas uma das etapas para que a construção ocorra.

A empresa também necessitará de autorização da Superintendência do Patrimônio da União (SPU), pois é uma área de marinha, pertencente à União. Em resposta à reportagem, a assessoria do Ministério Planejamento informou que nenhum pedido ou projeto de construção de trapiche foi protocolado na SPU de Santa Catarina.

Segundo Lucca Filho, só após ter a aprovação da Floram e da SPU é que a empresa poderá solicitar à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) uma escala para teste em Florianópolis. A operadora MSC Cruzeiros já sinalizou o interesse em fazer uma parada na Capital com o cruzeiro Preziosa, o mesmo que fez a escala teste em março de 2018 em Canasvieiras.

— Uma coisa depende da outra para que o empresário consiga, no mais curto período de tempo, uma escala teste. Acho pouco provável, mas se possível no final da temporada, entre março e abril, senão a gente vai com bastante calma fazer um trabalho para outubro ou novembro (de 2019). Não estamos preocupados em ter uma escala teste, mas queremos que tenha uma coisa perene, definitiva e profissional para receber os navios — diz Lucca Filho.

Ainda de acordo com o superintendente, o trapiche de Canajurê deverá ter 400 metros, sendo os 200 primeiros metros construídos na primeira etapa da obra. A estrutura será erguida a 100 metros ao lado do trapiche antigo. O local deve ter área de recepção aos turistas e pontos para circulação de vans e ônibus. Segundo Lucca Filho, mesmo sendo uma obra particular, será público e aberto à comunidade.

(Hora de Santa Catarina, 05/10/2018)

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