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Da Coluna de Laura Coutinho (ND, 27/08/2018)

Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia, Florianópolis ganha na segunda-feira um Observatório de Gastronomia, iniciativa do Sesc/Senac e FloripAmanhã. Durante o evento de lançamento da plataforma digital, às 19h, no Sesc Cacupé, a consultora em Políticas Públicas para Economia Criativa pela Organização Mundial do Comércio (OMC), Cláudia Leitão, falará sobre a relação entre gastronomia, criatividade, cultura e educação. Conversei com a Doutora em Sociologia pela Sorbonne sobre este tema interessantíssimo e seguem alguns insights da expert:

Qual é a importância de se fomentar a economia criativa:
Os setores culturais e criativos (audiovisual, literatura, música, artes visuais, artes cênicas, moda, design, arquitetura, publicidade, artesanato, gastronomia, festas, games, entre outros) passaram a ter cada vez mais importância na constituição do Produto Interno Bruto (PIB) dos países industrializados. Sabemos que os empregos estão desaparecendo nesta Quarta Revolução Industrial e essa área baseada na criatividade não é tão ameaçada pela automatização da Internet da Coisas.

Como analisa o potencial do setor gastronômico no Brasil? E como estamos aproveitando isso?
Os dados coletados em diagnósticos sobre gastronomia e produção revelam que temos uma vocação subestimada para gastronomia. Não apenas pelo viés da alimentação, mas pelo vetor de sociabilidade, da recuperação, da expressão de uma cultura, da sustentabilidade, da qualidade alimentar, da inclusão e da relação entre tecnologia e o artesanal. Os assuntos mais importantes da atualidade passam por isso. Os pequenos empreendimentos gastronômicos são muito mais do que um negócio. E são milhões  de brasileiros na área. Quando falamos de gastronomia, às vezes ficamos só no mundo dos chefs, mas esquecemos do trabalho do padeiro.

Quais são os principias desafios para fomentar a economia criativa?
Educação. É preciso educar para a economia criativa. Também precisamos de produção de dados e de políticas publicas. Não temos políticas públicas para o Brasil criativo e esse é um assunto de primeira ordem. O PIB da cidade de Sao Paulo supera em quatro vezes o PIB do agronegócio, então porque não temos uma bancada urbanista além da ruralista? Por isso a  relevância de um Observatório Gastronômico na cidade. Gerando dados, articulando os setores e pressionando os governos. Funciona também como um think thank gerando debates e aprofundando questões.

Cases inspiradores:
“Aqui na América Latina temos o Peru, onde a gastronomia e artesanato ganharam foco e hoje o  turismo é responsável por um parcela importante do PIB do país. Também há um bom exemplo, na Austrália, que na década de 1990 e início dos 2000 viu seus profissionais migrando e desistindo do país. Lá, houve a decisão de juntar universidades com inovação, pesquisa, empresários e políticas públicas. Em cerca de 25 anos, a Austrália virou o jogo e hoje é uma marca e  um modelo de desenvolvimento. Aqui temos tanto talento, mas precisamos profissionalizar. “

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