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Em Florianópolis, 24 pinguins em tratamento devem ser soltos na praia do Moçambique

Nesta época do ano é comum que os pinguins-de-magalhães, Spheniscus Magellanicus, apareçam nas praias de Florianópolis. Os animais encontrados com vida estão no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM), dentro do Parque Estadual do Rio Vermelho. Até o momento, 24 pinguins estão em tratamento e deverão ser soltos na praia do Moçambique.

A presença desses animais é constante, pois eles saem de colônias na Patagônia, na Argentina, em busca de alimento acompanhando as correntes marinhas de água fria. A Associação R3 Animal, por meio do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, é responsável por resgatar os pinguins para reabilitação.

Este ano foram resgatados, durante monitoramento diário das praias, 24 pinguins com vida – mas debilitados, com peso bem abaixo do normal e alguns até com pneumonia.

Desse total, seis já passaram pelo período de estabilização, recuperaram o peso e estão com a temperatura estável. Assim que estiverem reabilitados, serão devolvidos ao mar.

Na última semana, mais de 100 pinguins foram encontrados mortos. A maioria não estava debilitada como os que estão se recuperando atualmente. Eles tinham boa condição e maioria estava dentro do peso considerado ideal.

“Eles tinham um peso em torno de 3 quilos, que é o peso que nós utilizamos como parâmetro para soltura desses que estão em reabilitação”, disse a médica veterinária Cristiane Kolesnikovas.

Outro fator que chama a atenção foi ter sido encontrada grande quantidade numa única praia, em bom estado corporal, e as lesões indicam que a causa provável de morte é asfixia e afogamento. Os pinguins conseguem ficar até 5 minutos debaixo d’água. Depois disso, precisam voltar à superfície para respirar.

A maior suspeita é que os animais encontrados tenham se afogado depois de terem ficado presos em redes de emalhe fixa, proibidas no litoral catarinense desde 1999, por meio de portaria do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente).

As instituições reforçam que caso seja visto algum mamífero, tartaruga ou ave marinha morta ou debilitada, entre em contato com o telefone: 0800 642 3341.

(G1SC, 01/08/2018)

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