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29/08/2018
Governança e gastronomia
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Quando a Federação da Indústrias iniciou a pesquisa para identificação dos setores de futuro em SC, em 2012, constatou que o turismo foi eleito como uma das prioridades em todas as regiões e se configurava como um dos indutores de desenvolvimento. A pesquisa revelou também que entre os 16 setores identificados estava a Economia do Mar, e esta ganhou também uma Rota Estratégica e um Masterplan para figurar no Programa de Desenvolvimento Industrial, o PDIC 2022.

Em um estado que tem “como maior ativo o seu patrimônio imobiliário fronteiriço costeiro”, como dizia o professor Alcides Abreu (1926/2015), um dos “pensadores” catarinenses, o turismo – que já impacta outros 52 setores da economia – encontra grande convergência com a Economia do Mar. Esse “novo” setor abrange os alimentos do mar, a indústria naval, portos e transporte marítimo e os recursos oceânicos. O trabalho da Fiesc traz informações de valor inestimável para a construção do futuro de SC. Por exemplo: somos o maior produtor de pescado do Brasil – que é 18º no mundo – mas ainda dependemos em mais de 50% da pesca extrativista, onde existe muita informalidade, enquanto a sustentável aquicultura representa menos que a outra metade.

Na visão do PDIC 2022, Santa Catarina deve perseguir uma liderança nacional em produção sustentável de alimentos do mar, com alto valor agregado. Este é um dos pontos em que vejo a Economia do Mar cruzando com o turismo. Tenho defendido que a nossa produção de alimentos, e não só do litoral, com suas ostras e botargas, mas também de todas as regiões, com as proteínas do Grande Oeste, os vinhos da Serra e todas as demais preciosidades gastronômicas catarinenses, deixem de ter apenas como objetivo a exportação em forma de commodities, quase ‘in natura’, para se transformarem em mais um fator de atração turística.

Temos que vender esses produtos aqui, para turistas nacionais e estrangeiros, em forma de alta excelência gastronômica, nos nosso restaurantes, bares e hotéis – e só assim eles poderão ter alto valor agregado e também agregar valor ao turismo. Também no alinhamento com o turismo, marinas e portos turísticos são essenciais para a Economia do Mar frutificar.

A Economia do Mar e o Turismo vão cruzar definitivamente seus caminhos quando forem atingidas as metas traçadas para ambos no PDIC. No caso do primeiro, a citada liderança nacional em produção de alimentos do mar, uma indústria naval de referência no desenvolvimento tecnológico e no fornecimento de navipeças e embarcações, portos e transporte marítimo com modelo de efetividade, integração e sustentabilidade e logística multimodal, e a excelência em conhecimento, exploração e transformação sustentáveis de recursos oceânicos.

Mas é preciso começar já. E isso você pode cobrar dos candidatos ao governo e também dos futuros governantes.

(Jornal Floripa, 28/08/2018)

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