Prefeitura de Florianópolis prepara pacotão para a região continental
09/07/2018
Nanotecnologia é um dos eixos fundamentais no desenvolvimento econômico
10/07/2018

MP quer agilidade na licitação do transporte coletivo intermunicipal em SC

As empresas que operam o serviço público de transporte intermunicipal em Santa Catarina atuam há mais de dez anos sem licitação e com contratos de concessão vencidos. Para tentar agilizar a regularização, o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) ajuizou ação civil pública para que a Justiça obrigue o Conselho Estadual de Transportes e o Deter (Departamento Estadual de Transportes e Terminais) a licitar as linhas de ônibus intermunicipais dentro de 90 dias. Enquanto isso, as empresas atuais continuam operando para não prejudicar os usuários.

A ação foi protocolada pela Promotora de Justiça Darci Blatt, titular da 26ª Promotoria de Justiça da Capital, na terça-feira (3/7).

Segundo o MPSC, as empresas “estão trabalhando com contratos vencidos, sem qualquer respaldo legal, e colocando a dispor da sociedade veículos em precárias e, até mesmo, péssimas condições de uso, sem uma efetiva fiscalização, haja vista a inexistência de quaisquer contratos que os vincule”.

O presidente da Comissão de Licitação e de Cálculo Tarifário do Deter, Luiz Carlos Faísca, explica que o órgão já lançou edital de licitação (número 0003/2016) no final de 2016, mas que o mesmo foi anulado pelo TJ (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), em 03 de maio de 2017. O TJ teria acatado mandado de segurança impetrado por uma das empresas que opera no sistema de transporte, a qual alegava que o Deter não forneceu todas as informações necessárias no processo licitatório.

“As empresas querem saber tudo sobre as 967 linhas de ônibus e isso é humanamente impossível informar no edital. Precisaria informar, por exemplo, que em determinado horário de uma linha específica são transportados mil passageiros”, explica Faísca. “Uma pessoa só não tem condições de fazer esse levantamento tanto porque levaria muito tempo quanto pelo fato de que alguns desse números estão de posse das empresas que já operam o sistema e não têm bilhetagem eletrônica, o que dificulta a aferição”, explica o funcionário do Deter.

Ele afirma que o edital anulado previa que o levantamento dessas informações específicas seriam de responsabilidade das empresas interessadas em participar da licitação, o que não foi aceito pelo TJ.

Agora, o Deter se prepara para lançar novo processo licitatório acatando parte dos pedidos de considerações feitas no processo anterior (Deter 343/2017), com ajustes pontuais no edital. O aviso de licitação já foi publicado na última quinta (05/07), com data de abertura do edital 0012/2018 marcada para 31 de agosto.

O edital deve estar disponível no endereço eletrônico (www.portaldecompras.sc.gov.br) até o dia 31 de julho, pois há um prazo de publicação de pelo menos 30 dias antes da abertura do processo licitatório. “Esperamos divulgá-lo até o final desta semana, mas ainda estamos fazendo as correções e selecionando os blocos de linhas disponíveis para essa primeira etapa”, afirma Faísca.

Segundo ele, a seleção de licitação por blocos de linhas de ônibus em determinada região facilita o processo e evita que algumas empresas escolham apenas linhas mais lucrativas em detrimento de outras. “Todas as comunidades precisam ser atendidas, assim se determinada região tem sete linhas de transporte coletivo, ao ganhar a concorrência de uma linha a empresa fica com as outras seis do bloco”, exemplifica.

(Confira Matéria completa em ND, 10/07/2018)

mm
Monitoramento de Mídia
A FloripAmanhã realiza um monitoramento de mídia para seleção e republicação de notícias relacionadas com o foco da Associação. No jornalismo esta atividade é chamada de "Clipping". As notícias veiculadas em nossa seção Clipping não necessariamente refletem a posição da FloripAmanhã e são de responsabilidade dos veículos e assessorias de imprensa citados como fonte. O objetivo da Associação é promover o debate e o conhecimento sobre temas como planejamento urbano, meio ambiente, economia criativa, entre outros.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *