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Licenças ambientais do contorno viário da Grande Florianópolis terão prioridade

A obra do contorno viário da Grande Florianópolis terá prioridade do Ministério da Casa Civil e do Ibama na liberação dos licenciamentos ambientais que ainda faltam para a finalização do empreendimento.

A informação foi passada por Marcelo Modolo, superintendente de Investimentos da Arteris, a concessionária responsável pela construção, durante visita técnica às obras, realizada pela Comissão de Transportes e Desenvolvimento da Assembleia Legislativa, na tarde desta segunda-feira (9).

A visita foi acompanhada por autoridades estaduais e dos municípios de São José, Biguaçu e Palhoça, além de representantes de entidades empresariais. A comitiva percorreu quatro pontos diferentes da obra, cujo objetivo principal é desviar o tráfego de veículos pesados do trecho da BR-101 que passa pela Grande Florianópolis.

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Conforme a Arteris, dos 50 quilômetros de extensão do anel viário, 70%, ou seja, 35 quilômetros, já estão em obras, concentradas principalmente na parte intermediária do futuro contorno. Alguns trechos, como nas proximidades da SC-281, na Colônia Santana, em São José, estão praticamente concluídos.
O diretor superintendente da Arteris, André Bianchi, afirmou que 95% das áreas que serão impactadas pelo anel viário já estão liberadas para as obras. Os trechos em que ainda há impedimentos, como a questão dos licenciamentos ambientais, estão nas extremidades, tanto na saída Sul, em Palhoça, como no acesso Norte, em Biguaçu, além do entroncamento com a BR-282, em Palhoça.

“Avançamos bastante no último ano, principalmente na questão das desapropriações, que é uma etapa bastante complexa. Foram 1,1 mil lotes desapropriados”, afirmou o diretor. “Nosso foco agora é executar esses 35 quilômetros que já estão em obras e obter as autorizações para os pontos que ainda dependem de liberação.”

Túneis

Um dos pontos mais complexos do empreendimento atualmente é o trecho de Palhoça. O projeto original previa que o traçado passaria por uma região onde atualmente há condomínios residenciais. Com isso, a Arteris teve que refazer o trajeto, o que implicará na construção de três túneis duplos, de aproximadamente um quilômetro de extensão cada.

“Nessa região, a obra teve que ser praticamente recomeçada do zero. Estamos no aguardo da liberação do projeto dos túneis pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). É um trecho ambientalmente complexo”, disse Bianchi.

A Arteris acredita que a ANTT vá aprovar o projeto até o fim deste ano. Se esse prazo for obedecido, a expectativa é que as obras no trecho comecem no início de 2019. Com isso, os 50 quilômetros do contorno viário estariam totalmente concluídos no final de 2021.

A concessionária ainda não sabe como o aumento do custo do projeto, com a inclusão dos três túneis, vai ser compensado. Há duas possibilidades: recursos do governo federal ou aumento da tarifa de pedágio na área administrada pela Arteris, que vai de Curitiba (PR) a Palhoça.

Conforme Bianchi, até o momento, já foram investidos R$ 915 milhões na obra. A Arteris ainda não tem uma estimativa do custo final da obra.

Desafios

Marcelo Modolo afirmou que a obra é repleta de desafios geológicos. Boa parte do trecho do anel viário é construída em cima do que os engenheiros chamam de “solo mole”, um terreno com baixa capacidade de suporte. O terreno também é bastante encharcado, em meio a uma região de serra, com chuva em praticamente todo ano.

A Arteris também mantém 13 projetos ambientais, como parte das condicionantes para a obtenção dos licenciamentos. A concessionária desenvolve ainda ações com as 10 aldeias indígenas impactadas pelas obras, além de questões arqueológicas. Recentemente, foram descobertos dois sítios arqueológicos, um deles em Palhoça, com cabeças de flechas e restos de cerâmica indígena.

(OCP News, 10/07/2018)

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