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Aprovação de emenda pode assegurar recursos para o sistema cicloviário de Florianópolis

A aprovação de uma emenda que disponibiliza 20% do orçamento do Fundo Municipal de Trânsito de Florianópolis para o sistema cicloviário reacendeu o ânimo dos usuários de bicicletas. A aprovação na Câmara de Vereadores, semana passada, aconteceu em sessão da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e, agora, o prefeito Gean Loureiro (MDB) tem 15 dias para sancionar ou não o dispositivo. Para o diretor financeiro da Amobici (Associação Mobilidade por Bicicleta e Modos Sustentáveis), Rodrigo Herd, os ciclistas esperam que o prefeito cumpra a promessa de campanha e sancione a emenda, que deve garantir um recurso mínimo anual em torno de R$ 5 milhões para o investimento em ciclovias e ciclofaixas. A outra novidade é o lançamento do Floribike, que prevê o compartilhamento de bicicletas.

De acordo com o vereador Maikon Costa (PSDB), autor da emenda e que utiliza bicicleta diariamente, a Capital tem 52 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e passeios compartilhados. “Estudos apontam que existe uma demanda reprimida na cidade em torno de 74%, de motoristas e usuários do transporte coletivo, que gostariam de utilizar o sistema cicloviário. Apenas 3,4% das viagens urbanas são feitas com bicicletas. O investimento no setor deve girar em torno de R$ 5 milhões por ano, porque o Fundo arrecada cerca de R$ 25 milhões”, afirmou o vereador.

Para Herd, o grande problema no sistema cicloviário de Florianópolis é a falta de conexão entre as ciclovias. Além disso, a sinalização insuficiente e a falta de manutenção agravam o problema e afastam os usuários. O diretor da Amobici afirmou que a grande parte dos acessos exclusivos para os usuários de bicicleta está nas regiões do Centro e da Bacia do Itacorubi.

Quem sente diariamente os problemas da falta de investimentos no modal é o estudante Alexandre Oliveira, 34 anos, que reside no bairro Pantanal e estuda na UFSC. A bicicleta é o seu principal veículo de locomoção. “Sofri um acidente na Edu Vieira quando o carro me jogou na calçada. Tive ferimentos leves, mas a bicicleta ficou destruída. Precisamos ampliar as ciclovias e melhorar a sinalização”, disse.

Para Plamus, cidade precisa de 177 km de ciclovias até 2020

Rodrigo Herd lembrou que o prefeito Gean Loureiro assinou uma carta compromisso com a mobilidade ciclística de Florianópolis. O documento previa o destino de 20% do Fundo Municipal de Trânsito para o sistema cicloviário para a ampliação das ciclovias, manutenção e adequação de pontes, viadutos ou túneis. Assim, este modal deixaria de ter investimento apenas pela vontade do gestor público. “Nos últimos quatro anos, nada ou pouco foi investido no sistema cicloviário. Com os recursos assegurados em lei, não ficaremos apenas aguardando a boa vontade do gestor público, que acaba colocando os recursos em outras prioridades. A principal obra seria unir as ciclovias já existentes”, disse o diretor da Amobici.

Segundo o Plamus (Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis), a Capital precisa implantar 177,7 quilômetros de ciclovias até 2020. Atualmente, a defasagem supera os 50 quilômetros.

O aposentado e vendedor de bolacha João Camargo, 58 anos, utiliza a bicicleta como único meio de transporte. Ele afirmou que metade do trajeto é feito em ciclovias e ciclofaixas. “Utilizo a bicicleta para o trabalho, o lazer e acredito que existem muitas promessas, mas poucas ações de fato”, afirmou.

Para a técnica em radiologia Ana Carla dos Santos, 30, as ciclovias sofrem pela falta de manutenção e iluminação. “Como o túnel Antonieta de Barros não tem ciclovia, todos os ciclistas passam pelo José Mendes. E mesmo com a sinalização indicando a presença de ciclistas, ainda temos muitos acidentes pela falta de pista exclusiva. A falta de iluminação e limpeza na ciclovia da Via Expressa Sul também afasta os usuários”, reclamou.

Edital do Floribike é lançado pela terceira vez

A Prefeitura de Florianópolis lançou mais uma vez o edital para empresas interessadas em oferecer o serviço de locação de bicicletas compartilhadas no projeto Floribike. A licitação prevê, em um primeiro momento, a implantação de 25 estações, 15 voltadas para os adultos e dez mistas, que serão compartilhadas por adultos e crianças. O secretário de Transporte e Mobilidade Urbana, Marcelo Roberto da Silva, informou que adequações foram realizadas para que o processo não seja deserto, como ocorreu outras vezes. Sobre a emenda na Câmara, o secretário informou que precisa analisar o texto.

A primeira etapa do Floribike terá 300 bicicletas, sendo 250 para uso adulto e 50 para as crianças. As empresas interessadas em participar do processo licitatório têm até o dia 28 de agosto para apresentar propostas. “Diferente dos outros editais, neste a empresa poderá explorar a publicidade e haverá estações mistas, que são as mais utilizadas em cidades onde a iniciativa foi implantada. Sobre a emenda ainda precisamos avaliar o texto para saber como poderemos fazer os investimentos, mas todo o recurso direcionado para a mobilidade urbana é benéfico”, afirmou. A licitação será na modalidade concorrência no tipo técnica e preço.

(ND, 17/07/2018)

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