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Medidas de restrição em bares no entorno da UFSC serão estendidas para outros bairros

Medidas de restrição aplicadas aos quatro bares da Rua Deputado Antônio Edu Vieira, no bairro Pantanal, em Floria­nópolis, vão ser estendidas para outras lo­calidades da Ilha de SC onde a comunidade também reclama de perturbação de sosse­go. Na reunião de ontem à noite na sede do Ministério Público, representantes das Polícias Civil e Militar, Guarda Municipal de Florianópolis e do Conseg (Conselho de Segurança Comunitário) da Bacia do Ita­corubi avaliaram as ações que foram ado­tadas em conjunto no último dia 7.

As restrições impostas pelo setor de Jogos e Diversão da Polícia Civil, com o aval do MP-SC, garantiram a segurança nos bares no entorno da UFSC (Universi­dade Federal de Santa Catarina) onde um adolescente de 16 anos foi assassinado no início do mês. Com a nova determinação, os estabelecimentos comerciais passaram a fechar duas horas mais cedo – à meia noite. Foi proibido som depois deste horá­rio e ficou determinada fiscalização rigo­rosa sobre veículos estacionados em locais proibidos, principalmente em frente às ga­ragens dos prédios das proximidades.

O bar Meu Escritório, interditado no dia 7 de junho por falta de alvará de funciona­mento, continua fechado. Somente nessta quarta-feira, o proprietário protocolou no Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) o pedido de estudo prévio de impacto de vizinhança. Além da falta des­ta licença, ele ainda não providenciou o isolamento acústico do estabelecimento.

A presidente do Conseg (Conselho de Segurança) da Bacia do Itacorubi, Ana Claudia Caldas, 38, sugeriu a redução de funcionamento de horário de bares que fecham de madrugada em Canasveiras, Lagoa da Conceição, Ingleses e em outros locais de aglomeração onde moradores reclamam de perturbação de sossego. A Polícia Civil concordou com a suges­tão e a PM prometeu reforçar as rondas. Segundo a polícia, as medidas adotadas nos bares da Deputado Antônio Edu Vieira surtiram efeito. Ana Claudia afirmou que os moradores do entorno não reclamaram mais de barulho e nem de carros parados na entrada dos prédios.

Moradores aprovam novas regras e cobram poder público

“As ruas não amanheceram mais com garrafas pelo chão. Também não teve mais baderneiros urinando nas calçadas”, disse, aliviado, o morador Valdomiro Lemos Pola, 42. O secretário de segurança Institucional da UFSC, Leandro Luiz de Oliveira, afirmou que houve redução de danos do patrimônio público na universidade. “As paredes não foram mais pichadas e nem as janelas de vidros quebradas”, disse Luiz.

Comerciantes cumpriram o acordo es­tabelecido, mas o poder público ainda não providenciou a iluminação do local e nem cercou um trecho lateral da Rua De­putado Antônio Edu Vieira que está em processo de licitação para ser duplicada. O promotor de Justiça Daniel Paladino, que conduziu a reunião de ontem, estabeleceu um novo encontro no dia 19 de julho para mais uma avaliação.

“Temos que ficar sempre alerta e aten­der ao pedido da comunidade”, pontuou o tenente-coronel Fernando André, novo co­mandante do 4º BPM (Batalhão da Polícia Militar) da Capital.

(ND, 22/06/2018)

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