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Experiências em despoluição de mares em outros países são modelo para Casan para a Beira-mar Norte

Experiências bem-sucedidas de despoluição de mares em outros países são modelo para a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) para o caso da Beira-mar Norte, em Florianópolis. A empresa quer limpar 3,5 quilômetros da baía até a próxima temporada de verão, como mostrou o NSC Notícias desta terça-feira (5).

Um dos modelos no qual a Casan se baseou é o sistema de reciclagem do escoamento urbano na Califórnia, Estados Unidos. Para diminuir a poluição na Baía de Santa Mônica, desde 2001 a água da chuva misturada com esgoto é tratada, eliminando 95% dos poluentes.

Em vez de voltar para o mar, a água limpa é reaproveitada para irrigar áreas públicas e na descarga do vaso sanitário. O projeto custou US$ 12 milhões, o equivalente a R$ 44 milhões.

Em Florianópolis, a água do escoamento urbano não será reaproveitada. “A água pluvial vai ser gerenciada de forma que não chegue mais na beira da praia, que ela consiga ser bombeada, tratada e lançada num ponto adequado”, explicou o engenheiro químico da Casan Alexandre Trevisan.

Lançando água tratada, a Casan diz que é possível tornar a Beira-mar Norte própria para banho porque as bactérias que causam a poluição ficam no máximo a 200 metros da orla.

“O movimento da água é preferencialmente paralelo em direção à costa. É claro que tem movimentos que atravessam, que vão de um lado a outro, mas são proporcionalmente menores que os paralelos”, afirmou o engenheiro químico.

Testes
Para comprovar isso, o NSC Notícias procurou um laboratório especializado em análise de água e fez o teste. As coletas foram feitas durante três dias com o apoio do Grupo de Busca e Salvamento, do Corpo de Bombeiros.

No segundo dia do teste, no primeiro ponto, próximo à Ponte Hercílio Luz, havia 20 colônias de bactérias por 100 ml. No segundo, perto do trapiche, 10 colônias por 100 ml. E no terceiro ponto, próximo ao shopping, também 10 por 100ml.

As amostras analisadas pelo laboratório especializado constataram que em todos os pontos existe a presença de uma bactéria que se encontra nas fezes humanas, ou seja, indica que tem esgoto. Mas todas também ficaram abaixo do limite máximo permitido pela resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente número 274, lei que define os parâmetros de balneabilidade.

(G1SC, 05/06/2018)

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