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Deinfra assina aditivo de R$ 37 milhões para restauração da Hercílio Luz, em Florianópolis

A restauração da ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, deve entrar em um ritmo acelerado com a assinatura do aditivo de R$ 37 milhões pelo presidente do Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura), Paulo França, na semana passada. Com o atraso na restauração, que ainda não tem prazo para chegar ao fim, o governo do Estado preferiu não anunciar o repasse de verba. Sobre a obra, a torre continental recebeu as 16 barras de olhal nesta semana e o formato de ponte pênsil começa a reaparecer no principal cartão-postal de Santa Catarina. Segundo o fiscal da obra, engenheiro Wenceslau Diotallevy, já foram recolocadas 104 das 360 barras de olhal.

O contrato com a empresa portuguesa Teixeira Duarte, inicialmente acertado por R$ 262,9 milhões, já teve dois aditivos. O primeiro foi de R$ 11,4 milhões. Assim, somente o contrato de restauração com a empresa portuguesa deve custar R$ 311,3 milhões. Com todos os nove contratos assinados desde 2014 com o Deinfra, o valor a ser gasto com a obra ultrapassa R$ 429 milhões.

A conclusão da restauração da ponte ainda depende de uma desapropriação. “Já assinamos o aditivo para a empresa continuar com a obra em ritmo acelerado, mas ainda dependemos de uma desapropriação no Continente. O imóvel a ser desapropriado será o local onde ficará o bloco de ancoragem das barras de olhal e somente após esse processo poderemos estabelecer um cronograma com precisão”, explicou o presidente do Deinfra.

A ponte está totalmente interditada desde 1991, em função de uma fissura em uma barra de olhal. O último contrato de restauração foi assinado em março de 2016 e estabelecia prazo de 30 meses para a conclusão – o prazo inicial era outubro deste ano. No meio da obra, o Deinfra empurrou para dezembro, mas com a necessidade do último aditivo a obra desacelerou e, por isso, hoje não há prazo estabeleido para o fim dos trabalhos. Com apenas duas pistas, a estimativa é de que a Hercílio Luz possa absorver até 20% do tráfego das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo Campos.

Estrutura volta a ter o formato de ponte pênsil

No canteiro de obras, o ritmo deve ser acelerado com a assinatura do aditivo. O engenheiro Wenceslau Diotallevy explicou que as barras de olhal da torre continental e do vão central já foram recolocadas, dando o formato de uma estrutura pênsil. Na torre insular, as barras devem ser recolocadas na próxima semana.

Segundo Diotallevy, as trocas das rótulas da torre insular também foram concluídas com sucesso. “Já recolocamos 104 barras de olhal e na próxima semana vamos trabalhar na torre insular. Além disso, já pintamos cinco torres e, agora, também estamos trabalhando na restauração dos viadutos. O objetivo é recuperar as transversinas e avaliar a situação das longarinas, que podem ser recuperadas ou trocadas”, afirmou. Com a recolocação das barras de olhal na torre continental, a ponte volta a ter o contorno peculiar de uma estrutura pênsil, quando é sustentada por cabos.

(ND, 15/06/2018)

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