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Casa Bocaiúva, espaço sociocultural do MPSC em Florianópolis, deve ser aberta em 90 dias

A restauração da casa de chácara do século 19, conhecida como Casa Rosa, na rua Bocaiúva, Centro de Florianópolis, foi concluída, mas o MP-SC (Ministério Público de Santa Catarina) ainda aguarda o repasse do imóvel pela construtora. Agora, o novo espaço de memória e sociocultural do MP passa a se chamar Casa Bocaiúva. A construção é a única na região com paredes de taipa, que é a mistura de argila, areia e água, herança da colonização portuguesa. A restauração revelou nove camadas de tinta e a casa voltou a ter as cores originais, com paredes na cor branca, detalhes em ocre amarelado e alvenarias verdes.

Além do espaço para exposições, o MP também receberá um novo edifício de 16 andares, que criou polêmica há quatro anos, no mesmo terreno. Segundo o diretor do Ceaf (Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional) do MP, promotor Marcelo Gomes da Silva, a Casa Bocaiúva deve ser aberta ao público em 90 dias após a entrega.

O objetivo da criação do espaço sociocultural é aproximar a instituição da comunidade. “O próximo passo é a aquisição do mobiliário e a contratação de uma assessoria museológica para compor os ambientes. Haverá um acervo permanente sobre a história do MP catarinense e de Santa Catarina, além de uma biblioteca e local para a exposição artística, fotográfica e apresentações, como a solicitação feita para o ensaio de coral”, explicou o promotor.

O primeiro registro do imóvel é de 1859. Na época, o terreno era uma chácara. De acordo com o chefe do setor memorial do MP-SC, Thiago Maio, a construção foi ampliada na década de 1960. Como os registros não são precisos, a estimativa é de que o Ministério Público seja a quinta proprietária do terreno.

A construção tem 251 m², 15 cômodos e foi tombada como patrimônio histórico em 1986. “A arquiteta e historiadora Lilian Mendonça comentou que o imóvel é o único na região que ainda possui paredes de taipa e o nosso objetivo é preservar essa história. Uma das novidades é uma ‘janela’ na parede e no assoalho para que o visitante possa observar a maneira de como o imóvel foi construído”, revelou Thiago.

Aquisição de terreno rendeu abertura de CPI na Alesc

A aquisição do imóvel na rua Bocaiúva, em 2014, esteve envolvida em polêmicas, por alguns fatores. Um deles foi a dispensa de licitação e, consequentemente, o pagamento antecipado de R$ 30 milhões, do total da obra avaliada em R$ 123 milhões. Na época, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina criou uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), que pediu a anulação do contrato. O terreno com 2,36 mil m² foi avaliado a época por R$ 37 milhões e o prédio construído tem área total de 20,9 mil m².

Com o novo prédio, o MP-SC deve devolver um edifício alugado na rua Julio Moura, próxima ao IEE (Instituto Estadual de Educação). Segundo o promotor de Justiça Marcelo Gomes da Silva, o novo prédio deve ser entregue pela construtora junto com a Casa Bocaiúva. “A estrutura da Casa do Barão deve passar para o novo prédio e parte da estrutura do nosso edifício na rua Pedro Ivo vem para a Casa do Barão. Assim, as promotorias da Capital, que estão em um imóvel alugado na rua Julio Moura, passam para a unidade da rua Pedro Ivo”, explicou.

(ND, 19/06/2018)

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