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Pesquisa revela perfil do turista de verão no litoral catarinense

A Fecomércio SC apresentou nesta terça-feira (03/04) sua Pesquisa Turismo de Verão no Litoral Catarinense 2018.  Foi constatado aumento do público estrangeiro nesta temporada, predomínio do turista de classe socioeconômica C  e gastos em média de R$ 4.130,90. Para a presidente da FloripAmanhã, Anita Pires, a Pesquisa traz informações importantes para os gestores públicos e para os empresários do setor de turismo, que no Brasil não tem os dados e informações de tendências de mercado que são indicadores fundamentais para planejar.

“Santa Catarina tem um potencial imenso, tem vocação para diversas atividades turísticas mas faltam políticas públicas. Nos últimos anos o poder público tem feito muito pouco pelo turismo”, analisa Anita Pires. “Não temos infraestrutura, não há promoção do destino, com exceção da Embratur, que fez recentemente, mas promoção tem que ser ato continuo”, complementa.

Segundo a presidente da FloripAmanhã, além da infraestrutura e da promoção do destino, Santa Catarina precisa elevar a qualificação dos serviços turísticos. “Vocação nós temos, temos um produto maravilhoso para vender para o Brasil inteiro, mas como não existe a promoção, os empresários e as prefeituras não conseguem sozinhos fazer promoção de larga escala nos países vizinhos e nem no Brasil. Não tem como trazer turistas se não houver promoção, que é um papel público privado, o governo tem que estar junto, ir nas feiras, onde estão os nossos clientes, entre outras ações”, afirma.

Gaúchos e Argentinos

A pesquisa aponta o aumento do público estrangeiro nesta temporada: o percentual mais do que dobrou, passando de 12,4% para 29%, aumento de 16.6 pp, ou seja, quase 133%. Destaque para os argentinos, com uma fatia de 23,5% em 2018. Entre os brasileiros (71%), o grupo mais representativo é do Rio Grande do Sul (29,3%), acima inclusive do público catarinense.

“Para qualificar nossos destinos turísticos precisamos conhecer o comportamento do público que vem a Santa Catarina. Os empresários e o setor público têm nas mãos uma ferramenta para melhorar o planejamento e a gestão, com uma série de indicadores estratégicos para tomada de decisão. Os dados expressam em números alguns gargalos do setor, como a questão da mobilidade – visto que uma fatia expressiva chega a SC de carro ou ônibus – e a informalidade na locação de imóveis, um dos principais tipos de hospedagem na temporada”, aponta o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt.

Principais Conclusões da Pesquisa Turismo de Verão no Litoral Catarinense 2018

A pesquisa foi realizada em Balneário Camboriú, Bombinhas, Florianópolis, Garopaba, Imbituba, Laguna, Porto Belo e São Francisco do Sul. A apuração das informações ocorreu nos meses de janeiro e fevereiro, com 407 turistas ( entrevistas diretas) e 552 empresários (entrevistas telefônicas). Veja abaixo trechos da Conclusão do documento disponível na íntegra no site da Fecomércio SC.

Numa primeira análise foi identificado o perfil dos turistas que frequentaram esta temporada de verão no Litoral Catarinense: predominou a faixa etária dos 31 aos 50 anos, casados ou em união estável. Na cidade de Florianópolis quatro grupos mereceram destaque, casados entre 41 e 60 anos (23%), solteiros entre 18 e 30 anos (23%), separados acima de 50 anos (2%) e os viúvos acima de 60 (1%).

A evolução da distribuição por classes socioeconômicas mostrou um predomínio de turistas da Classe C no litoral do estado.

Quanto à origem dos turistas foi possível constatar o aumento da participação de turistas estrangeiros, principalmente argentinos, que nesta temporada representaram uma fatia de 23,5%.

Em relação ao tipo de hospedagem, os turistas ficaram bem distribuídos, merecendo destaque as parcelas de 35,2% em imóveis alugados e de 33,4% em hotéis e similares. A forma de locação que apresentou maior crescimento nesta temporada foi o Airbnb que passou de 2,3% para 9,9% em 2018, acompanhando a tendência do mercado global.

Os gastos médios dos turistas que frequentaram as praias de Santa Catarina na temporada de verão 2018 foram investigados por tipo de uso. No geral, cada grupo de turistas desembolsou em média R$ 4.130,90, sendo que os gastos com hospedagem e alimentação foram os mais expressivos.

Num outro momento da pesquisa foi estudada a percepção dos empresários de diversos setores de comércio e serviços impactados diretamente pela movimentação de turistas na temporada de veraneio do Litoral Catarinense.

Como efeito da temporada de verão no mercado de trabalho, a média de contratação de novos colaboradores para o período nos setores de comércio e serviços foi de 6,1 trabalhadores, superior aos últimos anos, mas o percentual de empresas que realizaram novas contratações reduziu cerca de 17 p.p. O setor de hotelaria, por sua vez, demonstrou um comportamento mais otimista e o percentual de empresas que realizou contratação de trabalhadores extra para atender a demanda da temporada aumentou para 63,2%, ante aos 56,4% do ano anterior e, além disso, a média de contratados subiu de 7,6 para 9,0 pessoas.
Na percepção dos entrevistados, a variação média do faturamento da temporada de verão 2018 em comparação a 2017 foi de -8,1% no setor de comércio de bens e serviços e de -0,8% para o setor hoteleiro.

Por outra perspectiva, a noção de variação positiva do faturamento em relação aos meses comuns do ano mostra a importância do turismo e dos efeitos favoráveis na economia causados pela sazonalidade da temporada de verão para o setor de comércio de bens e serviços. A variação/ano foi de 34,1% e para os hotéis e similares foi de 68,3%.
Nesta edição da pesquisa a Fecomércio SC abriu espaço para que os empresários entrevistados manifestassem sua opinião, indicando os fatores relevantes que influenciaram o desempenho dos negócios. O que ficou mais destacado na visão dos empresários sobre as facilidades que a temporada de verão traz aos negócios foram temas relacionados ao aumento do fluxo de turistas e, principalmente, a investimentos no próprio negócio. E as principais dificuldades abordam temas sobre a crise econômica e seus impactos nos consumidores reduzindo tanto o fluxo de clientes como o volume financeiro dos negócios.

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