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Novo presidente da Casan: “O desafio é manter a capacidade de investimento”

Da Coluna de Estela Benetti (NSC, 21/04/2018)

O advogado manezinho Adriano Zanotto, 51 anos, assumiu a presidência da Casan no último dia 6 com foco na continuidade de investimentos para ampliar a oferta de água e esgoto tratado, visando antecipar o prazo para atendimento de 100% da população. Antes, atuou em outras funções públicas, entre as quais a de Procurador Geral do Estado, diretor da SCPar e presidente do Instituto de Previdência do Estado (Iprev). Respeitado no mundo do Direito, Zanotto é casado, pai de duas filhas, gosta de praticar esportes e de escrever poesias. Há poucos dias na Casan, já tem domínio dos números e das prioridades.

Quais são os principais desafios da sua gestão à frente da Casan?
Nosso principal desafio é manter a empresa nesse grau de reconhecimento da sociedade pela sua eficiência. Isso se deve à grande capacidade de investimentos nos últimos anos, o que tem feito com que a empresa alcançasse níveis de excelência, tanto na distribuição de água à população, como também no tratamento de esgoto. O grande desafio é manter a capacidade de investimento, fazendo uma gestão com muita responsabilidade fiscal, de maneira que a gente possa atender os cidadãos.

Quanto a Casan está investindo e quais novos projetos está elaborando?
A empresa tem até 2019 para concluir, com algumas obras já iniciadas e outras em licitação, investimentos da ordem de R$ 2,2 bilhões. R$ 1,6 bilhão em tratamento de esgoto e o restante, mais de R$ 600 milhões, em novas captações e tratamento de água. São valores significativos, mas a previsão é de que a maioria das obras estejam prontas no final do ano que vem.

Quais são as principais regiões beneficiadas?
A Casan, por ser uma empresa estadual, atende todos os municípios, mas os que têm uma demanda maior como é o caso de Florianópolis, recebem mais investimentos. Mas a região Oeste tem sido tratada com atenção, tanto na captação de água, quanto esgoto. Em breve vamos lançar editar para obra de captação até o Rio Chapecozinho e resolverá o problema de falta de água para a região de Chapecó. Por toda Santa Catarina a Casan tem realizado obras. Em Concórdia, estamos investindo R$ 40 milhões em esgoto. Em Florianópolis, resolvemos a falta de água e até o final do ano que vem vamos chegar a mais de 70% de esgoto tratado. Faltando pouco para 100%. Hoje, SC está 13° posição nacional em tratamento de esgoto, com 28,5% de cobertura. Até o final do ano que vem, vamos chegar em 49% de cobertura e em 5º lugar no país, possivelmente.

Há obra de porte para ser lançada em breve?
Acabamos de receber resposta da Jica (instituição financiadora japonesa) de que no início de maio podemos abrir o envelope para selecionar a empresa que vai tocar a obra que é a ampliação da estação de tratamento de esgoto da Capital (perto do Centrosul). É um investimento de mais de R$ 100 milhões que vai duplicar a capacidade de tratamento de esgoto em Florianópolis. Logo vamos dar a ordem de serviço para a obra.

Vocês estão buscando mais recursos para seguir investindo após 2019?
A empresa tem um cronograma de projetos com muitos municípios para água e esgoto para que possamos chegar na universalização mais cedo do que a previsão atual, que é 100% de esgoto em 2040. Ao final do ano que vem, quando essas obras estiverem concluídas, vamos aumentar muito nossa receita em função dos investimentos atuais e estão em tratativas novos financiamentos para que continuemos investindo. O grande desafio nosso e encurtar o prazo para atingir a universalização de esgoto. Isso tem tudo a ver com saúde pública e preservação ambiental. Temos um programa que incentiva fazer as ligações na rede de esgoto, o que é muito importante para o meio ambiente.

As pessoas têm rede de esgoto nas suas regiões e não fazem a ligação?
Isso ocorre. Um exemplo são residências na região do rio Papapaquara, no Norte da Ilha de SC. Falta consciência sobre a importância disso. Essas pessoas já estão pagando mensalmente o serviço de esgoto, só precisam fazer a ligação.

O tratamento de esgoto é desenvolvimento porque protege a saúde das crianças, mais em comunidades carentes. Como são definidos os investimentos de esgoto nesses bairros?
Como somos concessão de municípios, as prefeituras definem onde investir. A maioria das obras em andamento, são 45 obras em 32 municípios, contempla bairros onde vivem pessoas de menor renda. Nós temos interesse em atender todos, temos tarifa social para quem tem mais dificuldade. Chapecó vai lançar um projeto desses. Um exemplo é o Maciço do Morro da Cruz, na Capital, que ganhou sistema de água e esgoto na gestão do prefeito Dário Berger.

A empresa tem foco estadual, mas vários municípios saíram, criaram companhia de águas própria, e alguns voltaram. Quais são as vantagens de integrar a Casan?
A grande vantagem de continuar com a Casan é pela nossa capacidade de investimento e objetivo de universalização. O grande acionista da empresa é o governo do Estado e o cidadão catarinense. O objetivo é o melhor atendimento possível. A nossa capacidade de investimento não é comparada a nenhuma outra empresa em SC. Isso está demonstrado pelos investimentos que estamos fazendo. Entre os municípios que saíram e voltaram para a Casan estão Chapecó e Porto Belo.

Vocês acabaram de divulgar o balanço da empresa de 2017. Como avalia os números?
O balanço mostrou que a empresa vai muito bem. Se não fosse o PDVI (Plano de Demissão Voluntária), tivemos um lucro de quase R$ 100 milhões. Mas por força da lei, temos que registrar as despesas com o PDVI e por conta disso, o balanço apontou déficit de R$ 28 milhões. Mas esse prejuízo nos permitiu ter uma economia de quase R$ 100 milhões que serão investidos em nossas obras. O balanço mostra uma empresa saneada e crescendo.

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