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Santa Catarina lança programa de energia solar para reduzir custos na indústria

Nesta sexta-feira (23), a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) lançou um programa especial para que pequenas indústrias do Estado substituam a energia elétrica pela energia de fonte solar. O projeto oferece o kit completo de placas fotovoltaicas e uma linha de crédito específica para que a indústria financie a compra e instalação sem impactos no caixa da empresa. A expectativa é de que a instalação do sistema solar possa gerar uma economia de até R$ 3,6 mensais.

O programa lançado pela Fiesc tem potencial para ser a maior ação na área de energia solar do país. Segundo a Federação, 50 mil indústrias em Santa Catarina podem participar do projeto e as inscrições estão abertas pelo site do Programa Indústria Solar. As indústrias interessadas passarão por um processo de avaliação de viabilidade.

“Estamos lançando esta etapa com o objetivo de atender 50 mil micro e pequenas indústrias aqui no Estado. Por que estamos mirando o micro e o pequeno industrial? Porque o pequeno industrial é aquele que paga a energia mais cara”, disse o superintendente de operações da Engie Brasil, Rodrigo Kimura. Segundo ele, o corte de gastos com a conta de luz é muito mais significativo em empresas menores e a oferta de crédito específica se adapta à realidade da empresa.

O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, destacou diversos pontos positivos. Um deles é a sustentabilidade da produção de energia, com autonomia da indústria e “proteção aos reajustes da energia elétrica”. Outro ponto é a competitividade gerada pelo corte de gastos, que trará eficiência e modernidade para as empresas. “Este é um programa inédito e Santa Catarina, mais uma vez, sai na frente”, diz.

Sistema de energia solar em ervateira de Concórdia, instalado antes do projeto, é exemplo para outras indústrias

Cálculo

A parcela do financiamento foi previamente calculada para substituir a conta de luz nas indústrias. Pela expectativa da Engie, o primeiro ano de uso do sistema solar trará paridade entre economia e parcela da dívida, mas, a partir do segundo ano, o custo financeiro mensal será menor do que o custo em energia. Essa diferença, que varia de acordo com a potência do equipamento, é a economia que a indústria terá nas suas finanças. São três modelos de negócio propostos. Veja uma simulação:

Cálculo prevê diminuição da parcela do financiamento e maior economia ano a ano

Projeto piloto

Esta é a segunda etapa de um programa que iniciou em residências. Lançado em 20 de novembro, o projeto piloto contabilizou até agora 1.355 pedidos de adesão e está em fase de implantação. “A primeira etapa a gente lançou como um projeto piloto, ofertando sistemas residenciais para funcionários das empresas participantes do programa. Estavam envolvidos profissionais da Fiesc, Celesc, Engie, Weg e Cecred.”, disse Kimura. “1.355 pedidos de adesão é um número bastante significativo e a plataforma continua aberta ao longo de 2018”.

Participação

Com a energia gerada pelas placas fotovoltaicas, a empresa participante deve ter cerca de 90% de economia na conta de luz. No caso de geração excedente, a empresa pode fornecer energia à rede da Celesc e terá crédito correspondente para adquirir energia da Companhia em dias muito nublados ou à noite.

Hoje, estima-se que tenha, no país, 22,7 mil sistemas de energia solar. Destes, 2,2 mil estão em Santa Catarina, cerca de 10%. O Programa Indústria Solar é uma parceria entre Fiesc, Engie e Weg, com apoio da Celesc, do BRDE e da Cecred.

(Adjori, 23/02/2018)

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