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Os desafios da maricultura em Florianópolis

Da Coluna de Marcelo Fleury (NSC, 10/02/2018)

Seu Fulano retira do mar o que vende. Devolve ao mar o que sobra e vê se o vizinho ganhou mais do que ele.

Este é o cenário da maricultura em Santa Catarina.

Um olho no gato, outro olho na ostra.

A falta de entrosamento entre os maricultores ilhéus faz com que uma conquista obtida por Santa Catarina escorra pela mão de cada cultivador.

— A maricultura vai acabar em 10 anos — sentencia José Alberto Queiróz, dono de um rancho em Santo Antônio de Lisboa.

Queiróz se auto-denomina o primeiro maricultor de Santa Catarina. Em 1983, ele viu alguém fazer uma coisa. Espiou. Entendeu. Botou lá a rede a viu que ostra dava certo.

Não a ostra nativa. Essa, que demora a crescer, não dá certo para quem quer comer. Mas a ostra do Pacífico, ah, a ostra do Pacífico crescia em quatro meses.

Florianópolis virou a capital das ostras e mexilhões. Até hoje é.

Mas, ainda que não tenha concorrente à altura, a produção declina.

E o declínio, na palavra de um especialista no assunto, não é por falta de mar, de água, de ostra.

— É difícil criar uma cooperativa. Se todos cooperassem, ficaria muito mais fácil — diz o engenheiro de aquicultura, Fabrício Flores Nunes.

Aos números:

Em 2012, Santa Catarina teve o ápice de produção de moluscos, com mais de 23 toneladas. Em 2016, as toneladas caíram para 15. É uma produção parecida com a de 2007.

Como diz Fabrício, engenheiro especialista e grande consumidor de ostras, basta que os maricultores de organizem.

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