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Tijucas Marine Center quer urbanizar orla de Tijucas




A orla de Tijucas, no litoral de Santa Catarina, vai passar por uma revitalização com mudança total de visual. A proposta de urbanização foi apresentada terça-feira, 9 de janeiro, ao prefeito de Tijucas Eloi Mariano Rocha.

Os empresários do Núcleo das Construtoras e Imobiliárias da Associação Empresarial de Tijucas (ACIT) também participaram de reuniões na prefeitura e no Sebrae. O projeto, que integra as ações de valorização da cidade desenvolvido pelo Tijucas Marine Center (TMC), deve ser entregue oficialmente ao Poder Público em março.

De autoria da arquiteta, projetista naval e velejadora Helena Rocha, com escritório na Espanha, a reestruturação urbana da orla de Tijucas prevê a urbanização de aproximadamente 3,6 mil metros de área. A proposta prevê a implantação de um calçadão conceito, único no país.

A ideia é valorizar as pessoas, com espaço para atividades de esportes, lazer, comércio, gastronomia e acessibilidade, entre a foz do rio Santa Luzia e a foz do rio Tijucas.

De acordo com a arquiteta, o projeto de urbanização da orla foi desenvolvido com o objetivo de integração terra e mar para que seja freqüentado tanto por navegadores como por moradores e turistas que chegam ao município.

“A ideia principal é de uma orla sem carros”, acrescenta. Conforme Helena Rocha, sem o trânsito de veículos é possível oferecer mais opções para pedestres, além de deixá-los mais livres para aproveitar áreas de lazer e restaurantes, por exemplo.

A proposta da arquiteta para a orla de Tijucas é a valorização do ser humano em contato do mar de forma moderna, seguindo as novas tendências de uso da orla que fazem a Espanha uma referência no mercado turístico e na qualidade de vida.

Mercado turístico

“A orla é o elemento economicamente mais valorizado dos grandes destinos turísticos do mundo e a de Tijucas terá padrões de urbanismo internacional”, destaca Helena.

O calçadão será nivelado apenas com desenho de piso, delimitando cada uma para que possa ser acessível a todos os tipos de públicos. A experiência global da arquiteta está aliada ao conceito do TMC, que entende que mais espaço significa mais qualidade de vida, além de gerar valor a longo prazo às estruturas.

O prefeito Eloi Mariano Rocha confirma que o município é parceiro na realização da obra. “Como administrador público, nós entendemos que o projeto é excelente para o desenvolvimento da cidade”, destaca. Conforme o coordenador do Núcleo das Construtoras e Imobiliárias de Tijucas da Acit, Pedro Pierezan, com a instalação do TMC em Tijucas, “o município tende a crescer e nós somos parceiros deste projeto que só trará benéficos para o município”.

Ecossistema de negócios voltado ao mar

O Tijucas Marine Center foi apresentado oficialmente ao mercado no final de 2017 como um ecossistema de negócios voltado ao mar e para o latente potencial náutico de Santa Catarina. A construção do TMC será feita em cinco etapas.

A primeira fase da implantação está programada para iniciar neste primeiro trimestre. Em seguida, a área para receber investimentos da indústria e de empresas que comercializam produtos náuticos será preparada. Serão estruturados 137 terrenos com metragens de 1 mil a 30 mil metros quadrados.

A previsão é que esta primeira fase seja finalizada em 24 meses. O conceito do empreendimento é de um “smart sea”, que visa criar um espaço de convivência e produção relacionado exclusivamente ao mar.

Estrutura de serviço náutico para embarcações de lazer

De acordo com o empresário Álvaro Ornelas, diretor geral do TMC, o complexo será desenvolvido com base na Lauderdale Marine Center – principal marina de reparação de iates da América do Norte, localizada na Florida (EUA). O objetivo é oferecer a mais moderna e eficiente estrutura de serviço náutico para embarcações de lazer da América Latina.

Ornelas diz ainda que a região de Tijucas conta com as características naturais necessárias para instalar um centro para indústria náutica, inclusive para restauração de grandes embarcações, com preços mais acessíveis do que em outros locais do Brasil.

(Economiasc, 10/01/2018)



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