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Temporada precisa ficar em segundo plano

Da Coluna de Ânderson Silva (NSC, 11/01/2018)

Quase 23 anos depois de uma das piores enchentes sofridas pela Capital, a cidade volta a ser palco de deslizamentos, alagamentos e enxurradas que trouxeram estragos. Uma pessoa morreu e outra está desaparecida. Os problemas, segundo a Defesa Civil, estão mais concentrados na Ilha. No lado norte, por exemplo, choveu 400 milímetros em dois dias. O volume normal por mês é de 200 mm. Ou seja, desde terça-feira choveu na cidade o esperado para dois meses.

A situação se assemelha a dezembro de 1995, quando as inundações e escorregamentos atingiram mais de 50 municípios na Grande Florianópolis e Sul do Estado. Na época o fato foi considerado o pior dos 40 anos antecedentes. O cenário de destruição se espalha de norte a sul, passa pela região central e impacta serviços básicos de atendimento à população. Em alguns casos pontuais são claras a falta de estrutura para enfrentar a chuva, mas não há como cobrar melhores condições diante de um volume elevado como esse. Para efeitos de comparação, na tragédia de 2008 no Vale do Itajaí choveu 500 milímetros em quatro dias.

Agora a atenção precisa estar voltada na recuperação. Os relatos de perdas são dramáticos, preocupam e pedem uma ação rápida do poder público. Sem ter como lidar com a força do grande acumulado de chuva, a prefeitura e o Estado devem reagir o mais rapidamente possível para atender quem mais precisa. Nesse momento, a temporada de verão passa a ser secundária. O foco deve estar nas pessoas dos bairros e das praias atingidas pelos estragos.

Centro de Monitoramento

Se tivesse sido entregue no prazo, o Centro Integrado de Gestão de Riscos e Desastres (Cigerd) da Defesa Civil do Estado estaria em funcionamento nesta semana para reunir as entidades envolvidas no monitoramento e resposta às chuvas. A última previsão dada pela secretaria, em outubro do ano passado, era de que o prédio estaria pronto neste mês de janeiro. No entanto, a nova promessa é de inauguração em março.
Era para ser em 2016. O problema, acima de tudo, é que pelo contrato iniciado em outubro de 2015, a conclusão deveria ter sido feita em setembro de 2016. Na execução do projeto, a Defesa Civil rompeu acordo com a construtora responsável e contratou outra empreiteira. O mais recente atraso, explica a assessoria de comunicação do órgão, deve-se à chuva que atrapalha a obra.

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