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Revitalização da Praça São Luiz depende de definição de estudos arqueológicos

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A Associação FloripAmanhã aguarda a solução do impasse sobre estudos arqueológicos para viabilizar a revitalização da Praça do Forte de São Luiz da Praia de Fora, no centro de Florianópolis.

De acordo com a presidente da entidade, Anita Pires, um estudo arqueológico deve localizar os resquícios de valor histórico existentes no local. Ali, existiu o forte até meados do século XIX e a implantação de uma praça depende de escavações coordenadas pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), em conjunto com o Poder Público Municipal.

“Uma empresa apresentou um orçamento com um custo elevado e além disso, os trabalhos seriam demorados”, destacou Anita Pires. “Ao mesmo tempo começou um debate com o Departamento de Arqueologia da Universidade Federal da Santa Catarina (UFSC). Chegamos à uma situação em que órgãos ligados à arqueologia e patrimônio histórico acham que é necessário debruçar sobre o local para descobrir o que existe de valor arqueológico”.

O impasse fez com que a grupo Koerich, proprietário do Beira Mar Shopping, interrompesse momentaneamente o processo de adoção da praça. “Em razão das exigências de estudos prévios tão detalhados e específicos a serem realizados pelo Iphan, vimos pela presente, ao menos em caráter imediato, declinar do patrocínio à revitalização e modernização daquela praça”, afirmou Walter Silva Koerich em carta enviada ao prefeito municipal Gean Loureiro e à Associação FloripAmanhã em dezembro passado. “Ratificamos nosso interesse, mas não compromisso formal, de investir futuramente na referida área da Praça do Forte de São Luiz da Praia de Fora, uma vez concluídos os estudos necessários, conforme exigências do Iphan”.

Anita Pires afirmou que a Associação FloripAmanhã espera que a questão seja resolvida e que a praça possa se transformar em um grande atrativo no coração da capital. “Resgatar o patromônio arqueológico é importante, mas é necessário um diálogo maior entre a cidade e os órgãos que cuidam dessa área, como o IPHAN”, disse. “Entendemos que a descoberta de um patrimônio arqueológico será muito importante para a cidade e se transformará em uma grande atração para visitantes e moradores locais”.

A cessão da área, por parte do Exército, ocorreu em dezembro de 2016, mas, um ano depois, não há qualquer sinal de movimentação física no local.

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1 Comentário

  1. reinaldo disse:

    Interessante que tem gente que dizia que o importante era inovar, fazer coisa diferente e foram dilapidando todo o patrimônio histórico da cidade, casarões históricos retratados em tela e fotografias que sumiram ou até deixaram desabar para fazer prédios “modernos” sem área verde, de lazer, sem estacionamento, sem vaga para carga e descarga e amontoar caixotes de aptos empilhados tapando a visão do mar e das montanhas…Hoje se olha a linha do horizonte e se vê uma floresta de concreto e um mar cheio de esgoto e escuro…Viva os nossos administradores municipais competentes, e nossos vereadores! Será que não seriam apenas um de grupo de retrógrados metidos a moderninhos e tecnológicos, destruidores do patrimônio natural e histórico, endeusando o “crescimento” da cidade? Fora isto ainda há a invasão de indigentes e “sem tetos” mendigantes a dormir pelas ruas da cidade em profusão…Maravilha das maravilhas!

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