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Nível de poluição do ‘Riozinho’ preocupa moradores e turistas no Campeche, em Florianópolis




Moradores estão preocupados com o nível de poluição do Rio do Noca, conhecido como Riozinho, no Campeche, Sul da ilha. O local é muito procurado no verão, principalmente por gente que gosta de praticar esportes. Mas está impróprio para o banho, conforme aponta relatório de balneabilidade da Fatma, e muitos turistas desconhecem o problema como mostrou o Jornal do Almoço.

O Rio do Noca corre por aproximadamente três quilômetros dentro do Campeche, no Sul da ilha e desemboca no mar. Os moradores deveriam despejar o esgoto em fossas sépticas porque o Campeche ainda não tem tratamento da rede da prefeitura. Na praia, uma mancha preta mostra o tamanho da poluição.

“Fizemos uma análise faz menos de uma semana e coincidentemente são áreas em que temos concentração de maior número de pessoas ligadas a condomínios e loteamentos. Está com 80 vezes o índice de coliformes permitido”, afirmou o presidente da Associação de Moradores e do Movimento SOS Campeche Praia Limpa, Alencar Vigano.

Os coliformes fecais podem causar problemas no intestino. A prefeitura colocou uma placa avisando que o rio é impróprio para banho, mas muita gente não consegue ver.

O pior é que quem não conhece a praia acaba entrando na água e nem imagina que está correndo risco de contaminação. “Você imagina até que seja uma piscina natural. Que a água venha do mar, está bem junto”, disse a turista de Brasília Noemia de Aguiar.

Segundo os moradores, a poluição não é de hoje. Eles já provocaram e o Ministério Público abriu um inquérito em outubro. Na época, o órgão disse que demoraria 30 dias para investigar. Mas os moradores dizem que até agora não deu em nada.

Fiscalização
A prefeitura disse que tem feito frequentes ações na região para reduzir os transtornos de poluição no rio, como fiscalização e campanhas de conscientização e esclarecimento.

Segundo Lucas Arruda, superintendente de Habitação e Saneamento, eles recebem as denúncias de ligações irregulares e clandestinas e verificam cada uma delas. Se constatado o problema, procedem da forma necessária, como lacrar a rede e autuar o proprietário.

A casan está fazendo uma obra de estação de tratamento de esgoto para atender a região Sul da ilha, desde novembro de 2007. Cerca de 25 mil pessoas serão beneficiadas. A previsão é de ficar pronta em outubro de 2019.

(G1sc, 02/01/2018)



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