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Livro feito a partir de projeto mostra a rica vida marinha na reserva do Arvoredo




O livro é belíssimo, com centenas de imagens de moreias, lagostas, mexilhões, caranguejos, polvos, mariscos, camarões, estrelas-do-mar, raias-borboleta, vieiras, crustáceos, corais, algas, ouriços-do-mar, caramujos, anêmonas, pinguins, tartarugas – e peixes, muitos peixes. Após três anos de pesquisas, cerca de 130 expedições e o envolvimento de 170 pessoas de diferentes áreas da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), foi concluído no segundo semestre de 2017 o projeto Monitoramento Ambiental da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e Entorno, que responde pela sigla de MAArE. O trabalho resultou num volume de 270 páginas com acabamento de luxo e capa dura, distribuição dirigida e possibilidade de consulta pelo site do projeto (www.maare.ufsc.br), além de uma exposição itinerante com parte das imagens da obra.

Embora as fotografias sejam o forte do volume, do ponto de vista estético, há textos bastante esclarecedores que tratam das características da reserva, do processo de ocupação humana da região e do entorno, do ambiente oceanográfico (as peculiaridades da área coberta), da biodiversidade marinha das ilhas da Rebio Arvoredo e dos desafios da gestão para a conservação dos ecossistemas abrangidos pela reserva.

Unidade é fundamental para a região

-No primeiro capítulo, o professor João Paulo Krajewski, um dos organizadores do livro, faz um relato apaixonado da experiência com a reserva, que no seu caso teve início em 1997, quando tinha apenas 17 anos. Foram centenas de mergulhos, que começaram no contato surpreendente com os badejos, garoupas e cardumes de sardinha próximo à ilha do Arvoredo. A cada descida ao fundo ele se deparava com diferentes tipos de peixes, outros animais e com a paisagem submarina, repleta de surpresas e revelações. Depois, por conta de seus estudos em ecologia, mergulhou em mares distantes, explorou o fundo do oceano nas ilhas Fiji e na Austrália e, ao retornar a Santa Catarina, notou que algumas espécies haviam perdido espaço e que a transparência da água estava menor.

Mesmo com as transformações antrópicas, a unidade de conservação, criada em 1990, é fundamental para a região. “Sem a reserva, não haveria tanta diversidade de peixes nesta área”, afirma a professora Andrea Freire, uma das coordenadoras do projeto MAArE. “Nas décadas de 1960 e 1970, a região ao norte da Ilha de Santa Catarina tinha muitos cações, meros e tubarões, que desapareceram dali. As mudanças nos peixes, que diminuíram de tamanho, refletem as modificações do litoral, o uso da terra e as atividades turísticas nas baías e próximo aos estuários. Este trabalho pode ajudar os gestores da unidade no acompanhamento de longo prazo, fornecendo dados sobre o ambiente marinho e o impacto das ações humanas”.

(Confira Matéria completa em ND, 07/01/2018)



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