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Projeto em Florianópolis proporciona travessia entre Ilha e Continente pelo mar

Chegar ou sair de Florianópolis pelo mar já foi uma tarefa bem mais fácil que nos dias atuais. Até a inauguração da ponte Hercílio Luz, em 1926, aliás, essa era a única forma que os moradores que viviam no Continente conseguiam, por exemplo, ir ao mercado público. Hoje, a exclusividade é o meio rodoviário, através das saturadas pontes Colombo Salles e Pedro Ivo Campos, por onde passam cerca de 180 mil veículos por dia. A aparente indiferença ao transporte marítimo, no entanto, parece algo incompreensível para moradores e turistas.

Foi pensando no tema que um grupo de 12 arquitetos da Asbea (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura) resolveu proporcionar uma experiência para discutir a relação entre a cidade e o mar através da mobilidade urbana, no domingo (30), oferecendo a travessia do canal que separa a Ilha de Santa Catarina do Continente de forma gratuita.

A bordo de um catamarã com capacidade para até 40 pessoas, o caminho que via pontes chega a levar horas, dependo do horário e do trânsito, pelo mar durou apenas cinco minutos. O percurso foi feito entre o trapiche na cabeceira insular da ponte Hercílio Luz e o píer da empresa Pioneira da Costa.

O projeto é fruto de um edital do CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) que contemplou ideias para os eixos urbano, educação e requalificações de praças. No local do embarque, o convite à comunidade local ainda contava com música, food trucks e uma ação onde os participantes puderam dar sugestões e fazer manifestações em mensagens que foram depositadas em garrafas.

O evento funcionou como um projeto piloto, como ação pontual. “Nossa ideia é que esse projeto seja realizado também por outras pessoas e em todas as cidades litorâneas. O edital previa apenas esse evento”, explicou o arquiteto Allan Chierighini, da organização do evento.

(Veja Matéria completa em ND, 29/10/2017)

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