Clipping

Projeto piloto para rotas acessíveis é divulgado




O Departamento de Projetos de Arquitetura e Engenharia (DPAE), desenvolveu no ano de 2017 o projeto piloto para Rotas Acessíveis no Campus Trindade. Este projeto visa melhorar as condições de acessibilidade física no principal Campus de nossa Universidade, e o estabelecimento de diretrizes que serão replicadas nos demais Campi e unidades da UFSC.

Para uma rota ser acessível, não basta apenas melhorar a qualidade da pavimentação, é preciso investir em sinalização, drenagem, comunicação visual, espaços de descanso, iluminação adequada, dentre outros fatores. Trata-se de mais um passo que o DPAE está tomando para garantia do acesso físico de toda a comunidade universitária – alunos, técnicos, professores, funcionários terceirizados e demais usuários da UFSC.

Quais os objetivos deste projeto piloto?

Criar um programa de adequação de passeios externos que possa ser implantado em etapas;
Garantir a acessibilidade dos usuários da UFSC a todas as edificações do Campus;
Adequar os espaços físicos externos do Campus Sede da UFSC às normas de acessibilidade e segurança vigentes, através da construção ou reforma de passeios para pedestres;
Iluminar e sinalizar as principais rotas de pedestres no Campus Sede, segundo estudo de fluxos a ser realizado.
Quais são os princípios e diretrizes gerais que caracterizam uma rota acessível?

Acessibilidade Universal: A calçada deve ser acessível a pessoas com diferentes características físicas e sensoriais: desde pessoas com restrição de mobilidade, como usuários de cadeira de rodas e idosos, até pessoas com necessidades especiais passageiras, como um usuário ocasional de muletas ou uma mulher grávida.

Orientação Espacial: Assim como os motoristas de veículos automotores, os pedestres e ciclistas também necessitam de informações claras para saber como se comportar e se localizar no ambiente urbano.

Segurança Permanente: Durante alguns períodos, as calçadas são menos utilizadas, que se tornam inseguras por falta de vigília – não da polícia, mas dos próprios pedestres. Adotar estratégias para influenciar positivamente na segurança dos pedestres pode tornar as calçadas mais vivas.

Espaços de Permanência: Ao percorrer espaços das cidades, um dos aspectos mais comuns é que a disponibilidade de assentos não é suficiente. Para que isso não siga ocorrendo, deve-se aumentar a quantidade de mobiliário urbano nestes espaços públicos. Os espaços públicos, entendidos como locais de lazer e de encontro devem contar com um mobiliário urbano que convide e fomente a interação entre as pessoas.

Harmonização com o clima: As condições climáticas nem sempre são as melhores para se realizar atividades ao ar livre, por isso, os lugares públicos devem incluir áreas adequadas para proteger-se do calor, da chuva e do vento, e evitar, assim, uma experiência sensorial incômoda.

Drenagem Eficiente: Um local alagado é impróprio para caminhada. Calçadas que acumulam água tornam-se inúteis e desconfortáveis para os pedestres.

Fácil manutenção: Regular, firme, estável e antiderrapante. Essas são as características básicas do pavimento da calçada.

Dimensões adequadas: Cativar as pessoas para que se locomovam a pé é uma forma de incentivar o exercício físico e diminuir os congestionamentos nas cidades. A calçada é composta por uma faixa livre, onde transitam os pedestres, uma faixa de serviço, onde está alocado o mobiliário urbano – como bancos e lixeiras – e uma faixa de transição, onde se dá o acesso às edificações. Ter conhecimento desses componentes facilita o dimensionamento adequado das calçadas.

Continuidade/Mobilidade: O caminho percorrido pelos pedestres envolve pontos de transição com elementos urbanísticos, como vias dedicadas aos veículos e pontos de parada do transporte coletivo. É importante que as conexões entre esses elementos sejam acessíveis e seguras.

Qual o primeiro passo?

Primeiramente, será realizada a requalificação das calçadas que conectam as duas principais edificações do Campus: Biblioteca Universitária e Restaurante Universitário. Ao longo do trajeto será substituída toda a pavimentação, padronizando-a. As calçadas serão ampliadas e haverá sinalização de rota compartilhada para ciclistas e pedestres. O bicicletário do RU e da BU também serão ampliados, assim como será executado um novo sistema de drenagem, evitando poças d’água nos dias chuvosos. A iluminação, que atualmente encontra-se ineficiente, será substituída por LED, na altura do pedestre. Também será criada faixa elevada para pedestres e sinalização vertical. Bancos e espaços de estar serão dispostos em todo o percurso, tornando-o mais agradável e utilizável por toda a comunidade UFSC.

A segunda etapa dará continuidade da padronização das calçadas, partindo da BU e seguindo em direção ao ponto de ônibus, atravessando a rua e continuando pelo lado esquerdo da Rua Roberto Sampaio Gonzaga, até chegar à rótula de acesso ao Campus.

Mais informações no site ou e-mail.

(Ufsc, 26/09/2017)



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