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Largo Benjamin Constant, em Florianópolis, começa a ser revitalizado; conheça o projeto

O Largo Benjamin Constant, no Centro da Capital, começa a ser revitalizado nesta terça-feira pela W Koerich Imóveis. A obra em um dos principais espaços verdes da cidade tem previsão de entrega para março de 2018. Ao todo são 2.092,65 m²de área verde entre as ruas Almirante Alvim e Vitor Konder. Aprovado pelo Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), Comcap (Autarquia de Melhoramentos da Capital) e Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente), com apoio da prefeitura e da Associação FloripAmanhã, o projeto integra o Boa Praça W Koerich Imóveis, programa que já adotou e revitalizou 13 espaços públicos na cidade e que mantém esses espaços com limpeza e conservação.

Para o paisagista Jordi Ribeiro, do escritório A Boa Vista Paisagismo, o projeto do Largo Benjamim Constant é um dos maiores desafios que o escritório já enfrentou, pois o espaço sofreu ao longo dos anos diversas intervenções, sem planejamento. “Foram plantadas mais árvores do que o largo comporta e o resultado é que existe hoje uma disputa por espaços. Será preciso selecionar as que podem permanecer, as que precisam ser podadas e as que devem ser retiradas”, explica.

A revitalização inclui a recuperação de todo o petit pavê, uma obra do artista plástico Hassis que está deteriorada, a seleção das árvores, a instalação de novos bancos e lixeiras, a recuperação da calçada, os serviços de paisagismo e iluminação, e a reestruturação do quiosque e do ponto de táxi. A sinalização será inspirada em grandes centros culturais, com placas que indicarão a distância de diversos pontos do Centro da cidade.

Desenhos de Hassis são de 1965

Um dos trabalhos mais marcantes e importantes do Lardo Benjamin Constant é o petit pavê. O principal objetivo da W Koerich Imóveis é recuperar todos os desenhos originais de Hassis, colocados em 1965 sob a supervisão do próprio artista plástico. Os desenhos ilustram o cotidiano da comunidade da época, sendo o desenho do avião, em memória à queda de uma aeronave da Esquadrilha da Fumaça em 1961, o mais memorável.

Para Salomão Sobrinho, representante do Grupo de Revitalização de Espaços Urbanos e Meio Ambiente, da FloripAmanhã, a revitalização e adoção do Largo Benjamin Constant tem o mesmo significado que teve as demais praças adotadas. “Significa beleza, conforto, segurança e bem-estar para os habitantes da região e pessoas que visitam a cidade. O largo tem uma história relevante para Florianópolis”, diz.

Sobre o Largo Benjamin Constant

O primeiro registro catalogado sobre o Largo Benjamin Constant foi encontrado no mapa de Alfredo d’Escragnolle Taunay – presidente da Província de Santa Catarina, de 1876. Nomeado Largo da Princesa, o local contribuiu na expansão da cidade sobre as colinas, interligando uma rede viária na região.

Por volta de 1907, quando o governo municipal abriu concorrência para promover novas obras de expansão na região, o Largo da Princesa recebeu o nome de Largo Benjamin Constant, em homenagem a Benjamin Constant Botelho de Magalhães, militar, engenheiro, professor e estadista brasileiro.

Em uma apresentação da Esquadrilha da Fumaça, em 1961, em comemoração aos festejos da entrega de espadins aos novos oficiais do curso de formação de oficiais da Polícia Militar do Estado, dois aviões se chocaram.

O avião pilotado pelo tenente-aviador Durval Pinto Trindade caiu na parte norte do largo. A aeronave rompeu fios de alta tensão e bateu no solo, projetando-se até a garagem da casa de Paulo Vieira da Rosa (General Rosinha). O piloto morreu e o General Rosinha se elegeu prefeito logo depois, entre os anos de 1964 e 1966.

Nos anos 70 existiam na cidade dois pontos de encontro da juventude – a avenida Beira-Mar Norte e o Bar do Kioski, no Largo Benjamin Constant. A Turma do Kioski, como ficou conhecida, atraia diferentes gerações e ajudou a quebrar velhos costumes e tabus da época por meio de um saudável anarquismo.

(Notícias do Dia, 12/09/2017)

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