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A hora e a vez da economia criativa




Por Luciano Pinheiro*

Antes de mais nada, para que haja maior clareza sobre o assunto, vale apresentar uma breve descrição do conceito que se pretende tratar. Segundo especialistas, a economia criativa é dividida em quatro áreas e 13 segmentos: consumo (design, arquitetura, moda e publicidade), mídias (editorial e audiovisual), cultura (patrimônio e artes, música, artes cênicas e expressões culturais) e tecnologia (P&D, biotecnologia e tecnologia da informação).

Quem pensa e fala sobre economia nos dia de hoje – e principalmente quem busca preparar terreno para os tempos que virão – não pode mais ignorar esses segmentos. Afinal, como mostram dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a economia “das idéias” cresce de forma contínua. Dados do Mapeamento da Indústria Criativa, elaborado pela entidade carioca, mostram que em 2004 o setor respondia por 2,09% do PIB nacional. Em 2010, o índice subiu para 2,46%. E em 2015 a economia criativa garantiu 2,64% de toda a riqueza produzida no País – o equivalente a R$ 155,6 bilhões de reais.

Ainda mais importante é a ampliação do espaço da economia criativa. No futuro, provavelmente classificações e diferenciações que separam economia criativa de outros segmentos vão ficar cada vez menos nítidas. Basta olhar ao redor. A indústria têxtil está a cada dia mais próxima da moda e do design. A tecnologia avança em todos os segmentos. O comércio e a prestação de serviços vendem “experiências”, conceito que aproxima esses segmentos tradicionais das áreas de expressões culturais, tecnologia da informação, entre outras.

Em 2015 a economia criativa garantiu 2,64% de toda a riqueza produzida no País – o equivalente a R$ 155,6 bilhões de reais

Não surpreende, portanto, que a economia criativa seja um dos pontos de atenção da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF) para os próximos anos. Centenária, a entidade segue ativa na defesa dos segmentos tradicionais. Mas, como mostram os dados, também as ações da associação precisam seguir na direção do novo e, principalmente, das sinergias que podem gerar ganhos tanto para segmentos já estabelecidos quanto para aquelas áreas que terão espaço crescente na sociedade.

* Luciano Pinheiro é presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF)

(SCinova, 2017)



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